Considere que o CEO de uma companhia esteja buscando um colaborador para liderar um novo setor comercial de sua empresa. Nesse processo, seu assessor o orienta a utilizar a teoria dos traços de personalidade como base para a escolha desse novo funcionário, devendo, portanto, selecionar o indivíduo que
- A)adapte seu estilo de liderar conforme o contexto apresentado.
Errada, porque adaptar o estilo ao contexto remete à abordagem contingencial, não à teoria dos traços.
- B)esteja disposto a aprender novas habilidades, ainda que não tenha ainda o perfil de líder.
Errada, pois disposição para aprender habilidades está mais ligada à formação e ao desenvolvimento, não a traços inatos de liderança.
- C)evite tomar decisões importantes, delegando-as aos funcionários.
Errada, porque evitar decisões e delegá-las aos funcionários descreve um estilo de liderança, e ainda por cima um comportamento específico, não a teoria dos traços.
- D)possua características inatas de liderança, independentemente de treinamento.
Certa, pois a teoria dos traços defende que a liderança está associada a características pessoais inatas ou relativamente estáveis do indivíduo.
- E)negocie trocas de recompensas com base no esforço dos subordinados.
Errada, porque negociar trocas de recompensas com base no esforço dos subordinados remete à liderança transacional.
Gabarito: D
A teoria dos traços de personalidade é uma das abordagens clássicas da liderança e parte da ideia de que algumas pessoas já trazem, em sua personalidade, características que favorecem a liderança. Em vez de focar no comportamento aprendido ou no contexto, ela procura identificar traços relativamente estáveis, como autoconfiança, iniciativa, energia, capacidade de निर्णय? Let's avoid non-pt. capacidade de decisão, comunicação e carisma. Na lógica dessa teoria, a empresa deve buscar alguém que já possua esses atributos de forma marcante, porque a liderança seria algo mais ligado ao perfil pessoal do indivíduo do que ao treinamento ou à situação. É por isso que, na questão, o assessor sugere selecionar o candidato que tenha características inatas de liderança. O gabarito é a letra D porque ela traduz exatamente essa visão clássica: o líder nasce com certos traços, e não é escolhido principalmente por adaptação ao contexto, aprendizagem posterior ou troca de recompensas com subordinados. Em resumo: aqui a banca quer a ideia de “o líder já vem com o pacote”, e não “o líder monta o pacote depois”. Como referência doutrinária, essa teoria é tratada nos estudos de liderança como a fase inicial das pesquisas sobre o tema, antes das abordagens comportamentais, contingenciais e transformacionais. Ela foi muito criticada por simplificar demais a liderança, mas ainda aparece em provas para testar se voce distingue traços de personalidade de estilos ou situações.