As teorias organizacionais apresentam diversas concepções acerca da motivação humana, variando desde uma perspectiva meramente material, fundamentada pelo pressuposto do “homem econômico”, até visões mais complexas que reconhecem as peculiaridades e as características pessoais dos indivíduos. Dentre essas perspectivas, assinale a opção que identifica teorias e abordagens motivacionais utilizadas pelas organizações.
- A)Teorema de Pareto, Teoria da Expectativa e Ciclo de Juran.
Errada, porque Teorema de Pareto e Ciclo de Juran são ferramentas de qualidade/gestão da qualidade, não teorias motivacionais.
- B)Cubo de Rubik, 14 pontos de Wilson e Teoria da Expectativa.
Errada, porque Cubo de Rubik e 14 pontos de Wilson não são teorias motivacionais reconhecidas na Administração.
- C)Cubo de Rubik, 14 pontos de Wilson e Diagrama de Ishikawa.
Errada, porque Cubo de Rubik, 14 pontos de Wilson e Diagrama de Ishikawa pertencem ao campo da qualidade e análise de causas, não à motivação.
- D)Cubo de Rubik, Teoria dos Dois Fatores e Teoria da Expectativa.
Errada, porque só a Teoria dos Dois Fatores e a Teoria da Expectativa são motivacionais; Cubo de Rubik não é abordagem organizacional de motivação.
- E)Pirâmide de Maslow, Teoria dos Dois Fatores e Teoria da Expectativa.
Certa, porque Maslow, Herzberg e Vroom são teorias clássicas de motivação humana e organizacional.
Gabarito: E
Quando o assunto é motivação humana nas organizações, a ideia central é sair da visão do "homem econômico", que trabalha só por salário, e passar a enxergar fatores psicológicos e sociais que também influenciam o comportamento. É aí que entram as teorias motivacionais clássicas, muito cobradas em provas de Administração: Maslow, Herzberg e Vroom, por exemplo. Cada uma tenta explicar de um jeito por que a pessoa se engaja, se esforça e permanece interessada no trabalho. A Pirâmide de Maslow organiza as necessidades humanas em níveis, da base fisiológica até autorrealização. A lógica é simples e famosa: necessidades mais básicas precisam ser atendidas antes de outras ganharem força como motivadoras. Já a Teoria dos Dois Fatores, de Herzberg, separa fatores higiênicos e motivacionais, mostrando que salário e condições adequadas evitam insatisfação, mas não garantem motivação. O que realmente impulsiona é conteúdo do trabalho, reconhecimento, crescimento e responsabilidade. A Teoria da Expectativa, de Vroom, também é clássica: a pessoa se esforça quando acredita que o esforço vai gerar desempenho, que o desempenho vai gerar recompensa e que essa recompensa tem valor para ela. É uma visão bem racional do comportamento, e cai muito em concursos porque conecta esforço, resultado e recompensa de forma lógica. Por isso, o gabarito é a letra E: Pirâmide de Maslow, Teoria dos Dois Fatores e Teoria da Expectativa são teorias motivacionais legítimas e amplamente usadas na literatura e nas organizações. As outras alternativas misturam conceitos de qualidade, ferramentas de gestão e nomes inventados, criando a típica armadilha de prova que parece sofisticada, mas não se sustenta conceitualmente.