Gerenciar os riscos refere-se a, dentre outros, implantar o processo de gestão de riscos, que deve ser incorporado aos demais processos organizacionais, a começar do planejamento estratégico, de forma a subsidiar a tomada de decisão e assegurar o alcance dos objetivos, sejam eles estratégicos, operacionais, específicos de um projeto, processo, função, serviço, produto, ativo ou programa. Considera-se que o processo de gestão de riscos está totalmente integrado à gestão quando:
- A)os gestores estão em fase de treinamento e conscientização acerca das suas responsabilidades com respeito à gestão de riscos;
Errada, porque treinamento e conscientização são etapas iniciais, mas não significam que a gestão de riscos já esteja totalmente integrada.
- B)o processo é executado de maneira assistemática por toda a organização e está sendo integrado aos objetivos estratégicos e à cadeia de valor da organização;
Errada, porque a expressão 'de maneira assistemática' indica falta de método e de integração real ao sistema de gestão.
- C)os protocolos de comunicação definidos são aplicados em pelo menos uma etapa do processo;
Errada, porque aplicar protocolos de comunicação em apenas uma etapa mostra execução parcial, não integração plena.
- D)mudanças no perfil de riscos, incidentes de risco e riscos com nível acima do apetite a risco são reportados às instâncias superiores;
Certa, porque reportar mudanças relevantes, incidentes e riscos acima do apetite às instâncias superiores demonstra integração efetiva da gestão de riscos à tomada de decisão.
- E)processos e projetos relevantes já estão identificados e, por isso, não precisam mais ser avaliados quanto a riscos.
Errada, porque identificar processos e projetos não elimina a necessidade de reavaliar riscos continuamente; risco não entra em aposentadoria precoce.
Gabarito: D
Gestão de riscos, em termos simples, é transformar incerteza em informação útil para decidir melhor. A lógica é: identificar riscos, analisar, avaliar, tratar e monitorar, sempre conectado ao planejamento e à execução da organização. Não é um ritual paralelo e bonitinho numa gaveta; ele precisa entrar na rotina da gestão. Quando a gestão de riscos está realmente integrada, os riscos deixam de ser assunto isolado da área técnica e passam a circular entre os níveis da organização, com comunicação clara e reporte para quem decide. Isso está alinhado à abordagem da ISO 31000, que trata a gestão de riscos como parte integrante da governança, da liderança e dos processos organizacionais. O item D é o melhor porque descreve exatamente essa integração: mudanças no perfil de riscos, incidentes e riscos acima do apetite a risco são comunicados às instâncias superiores. Se a informação sobe para onde a decisão acontece, a gestão de riscos deixa de ser decorativa e passa a influenciar de verdade o rumo da organização. As demais alternativas trazem sinais de integração incompleta, superficial ou até inadequada. A FGV gosta muito de trocar integração por treinamento inicial, aplicação parcial ou alegações de que o processo já não precisa mais ser revisto. Em gestão de riscos, o alerta nunca pode dormir.