Gerenciar os riscos refere-se a, dentre outros, implementar um processo de gestão de continuidade de negócios para se preparar e reduzir os efeitos de possíveis incidentes, sejam naturais ou provocados pelo homem, que tenham o potencial de interromper as atividades da organização. A organização utiliza os resultados do processo de avaliação de riscos para definir a estratégia de proteção e recuperação das suas atividades prioritárias em caso de desastres. A estratégia deve ser desdobrada em planos de continuidade que estabeleçam procedimentos e responsáveis, e que sejam testados. Quando ocorrem os desastres, são fundamentais para o sucesso da execução dos planos de continuidade de negócios:
- A)a amizade e a solidariedade;
Errada, porque amizade e solidariedade ajudam no clima organizacional, mas não garantem execução técnica de planos de continuidade.
- B)a boa vontade e a intuição;
Errada, porque boa vontade e intuição não substituem preparo formal, papéis definidos e procedimentos testados.
- C)a conscientização e o treinamento;
Certa, porque a execução dos planos de continuidade depende de pessoas conscientes do seu papel e treinadas para agir em situação de crise.
- D)a improvisação e a criatividade;
Errada, porque improvisação e criatividade podem até ajudar pontualmente, mas continuidade de negócios exige método e repetição, não tentativa e erro.
- E)a remuneração e o bônus.
Errada, porque remuneração e bônus podem motivar, mas não são o fator decisivo para executar corretamente um plano de continuidade.
Gabarito: C
Gestão de continuidade de negócios é o conjunto de medidas para fazer a organização atravessar um desastre sem parar tudo de vez. A lógica é simples: primeiro você identifica os riscos, depois define quais atividades são prioritárias, monta estratégias de proteção e recuperação e, por fim, transforma isso em planos práticos, com responsáveis, procedimentos e testes. Na vida real, plano bonito na gaveta não salva empresa nenhuma. Quando o incidente acontece, o que faz diferença é gente que sabe o que fazer, para onde correr e como executar o plano sem perder tempo. Por isso, a preparação da equipe é peça central da continuidade. É exatamente aí que entra o gabarito C: conscientização e treinamento. A conscientização faz as pessoas entenderem a importância da continuidade; o treinamento ensina a agir corretamente em cenário de crise. Sem isso, o plano existe no papel, mas falha na hora H. Esse raciocínio aparece na doutrina de gestão de continuidade e em práticas como as da ABNT NBR ISO 22301, que destacam competências, conscientização e treinamento como fatores essenciais para implementar e manter o sistema de continuidade. Em suma: desastres são imprevisíveis, mas a resposta não pode ser improvisada.