José, experiente profissional no gerenciamento da qualidade, é contratado por uma tradicional fábrica de parafusos para ajudar a solucionar seus problemas de qualidade, visando a competir com as novas concorrentes do setor. Após visitar e fazer as primeiras diligências na fábrica, José optou por utilizar, em seu trabalho, o Diagrama de Ishikawa. Essa ferramenta da qualidade é responsável por
- A)realizar etapas cíclicas de ações, verificações e correções de problemas, visando a melhoria continua da qualidade.
Errada, porque descreve o ciclo PDCA, que trabalha planejamento, execução, verificação e ação corretiva para melhoria contínua.
- B)estabelecer, graficamente, como determinadas variáveis se comportam ao longo da produção, buscando estabelecer limites aceitáveis de oscilação.
Errada, porque isso se relaciona ao controle estatístico de processo, com gráficos que acompanham o comportamento das variáveis ao longo da produção.
- C)implementar programa de conscientização na equipe, primando por ações de disciplina e limpeza que eliminem o desperdício.
Errada, porque essa descrição remete ao 5S, voltado à organização, limpeza, disciplina e eliminação de desperdícios.
- D)auxiliar na identificação das principais causas dos problemas da produção, permitindo o estudo dos efeitos de cada uma delas na qualidade.
Certa, porque o Diagrama de Ishikawa identifica e organiza as possíveis causas de um problema para analisar seu impacto na qualidade.
Gabarito: D
O Diagrama de Ishikawa, também chamado de diagrama de causa e efeito ou espinha de peixe, é uma ferramenta clássica da gestão da qualidade usada para organizar as possíveis causas de um problema. A lógica é simples e muito útil: em vez de atacar o sintoma, você começa a enxergar de onde ele pode estar vindo. Em fábrica, isso ajuda demais, porque um defeito pode ter origem em máquina, método, mão de obra, material, meio ambiente e medição, entre outros fatores. Na prática, a ferramenta serve para levantar, classificar e visualizar as causas prováveis de uma falha de qualidade. Assim, a equipe consegue discutir o problema com mais clareza e decidir quais causas merecem investigação mais profunda. É quase como montar um mapa do crime da produção: o defeito é o efeito, e o diagrama mostra onde podem estar os suspeitos. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela descreve exatamente a função do Ishikawa: auxiliar na identificação das principais causas dos problemas da produção e permitir estudar os efeitos de cada uma delas na qualidade. O foco está na relação causa-efeito, e não em controle estatístico, padronização de limpeza ou ciclo de melhoria contínua. Como referência doutrinária, a ferramenta integra o conjunto das sete ferramentas da qualidade, muito associadas a Kaoru Ishikawa e amplamente difundidas na administração da qualidade total. Em prova, sempre desconfie quando a banca misturar Ishikawa com PDCA, CEP ou 5S, porque cada um tem sua função própria.