A teoria do Continuum da liderança parte do pressuposto de que não existe apenas um estilo de liderança ótimo, devendo o líder adaptar seu estilo segundo um espectro que pode considerar desde o estilo autocrático até a liderança delegada, conforme uma série de fatores circunstanciais. Os seguintes aspectos devem ser considerados, de acordo com essa teoria:
- A)forças no líder, forças nos subordinados e forças na situação.
Certa, porque a teoria considera justamente forças no líder, nos subordinados e na situação.
- B)artefatos, rituais e símbolos.
Errada, porque artefatos, rituais e símbolos são elementos da cultura organizacional, não do Continuum da liderança.
- C)forças, oportunidades, fraquezas e ameaças.
Errada, porque essa é a lógica da análise SWOT, que trata de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.
- D)concorrentes diretos, concorrentes indiretos e parceiros.
Errada, porque fala de ambiente competitivo e mercado, não dos fatores da teoria de liderança em questão.
- E)diferenciação, liderança por custo e enfoque.
Errada, porque diferenciação, liderança por custo e enfoque são estratégias genéricas de Porter.
Gabarito: A
A teoria do Continuum da liderança, associada a Tannenbaum e Schmidt, diz que liderança não é um botão de liga e desliga, mas um espectro. Em vez de existir um único jeito “ideal” de liderar, o líder pode variar sua postura do mais autocrático ao mais delegador, conforme a situação pede. É uma visão bem prática: às vezes o chefe decide sozinho, às vezes consulta a equipe e, em outros casos, só acompanha de longe. O ponto central da teoria é que essa escolha depende de três grupos de forças: as forças no líder, as forças nos subordinados e as forças na situação. Ou seja, não basta olhar para o estilo pessoal do chefe; é preciso considerar a maturidade da equipe, a urgência da tarefa, a cultura da organização e até a confiança existente no grupo. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela reproduz exatamente os fatores considerados por essa teoria. Esse conteúdo é clássico de Administração Geral em provas de concurso: a banca gosta de cobrar a lógica da adaptação do estilo de liderança, e não a ideia de um líder “perfeito” para tudo. Em resumo: liderança boa, aqui, é a que encaixa no contexto, não a que insiste em um único jeito de mandar.