Um gestor público, encarregado do departamento de gestão de pessoas, decidiu desenvolver um programa de motivação para os servidores e, para isso, se inspirou na Teoria Y. Assinale a opção que apresenta o procedimento que ele deve adotar para atingir tal objetivo.
- A)Aumentar a participação dos funcionários, por meio da delegação de funções e decisões.
Certa, porque a Teoria Y valoriza participação, autonomia e delegação de responsabilidades como forma de motivar.
- B)Utilizar métodos coercitivos para direcionar seus funcionários ao cumprimento das tarefas.
Errada, porque métodos coercitivos combinam com uma visão de controle rígido, oposta à Teoria Y.
- C)Estimular comportamentos desejáveis por meio do reforço positivo e coibir os indesejáveis por reforço negativo.
Errada, porque fala de reforço positivo e negativo, tema ligado ao behaviorismo, não à Teoria Y de McGregor.
- D)Priorizar as demandas sociais dos funcionários, deixando as de segurança em segundo plano.
Errada, porque inverter a pirâmide das necessidades não traduz a lógica da Teoria Y e ainda distorce a teoria de Maslow.
- E)Suprir, de forma hierárquica, as necessidades dos colaboradores.
Errada, porque suprir necessidades hierarquicamente remete à teoria das necessidades de Maslow, não à Teoria Y.
Gabarito: A
A Teoria Y, de Douglas McGregor, parte da ideia de que as pessoas podem gostar de trabalhar, assumir responsabilidades e contribuir para os resultados quando encontram um ambiente adequado. Em vez de enxergar o servidor como alguém que precisa ser empurrado o tempo todo, essa teoria aposta em confiança, autonomia e participação. Ou seja, o gestor não atua como fiscal de microfone na mão, mas como alguém que cria condições para o time render melhor. Na prática, isso significa adotar uma postura mais descentralizada: delegar tarefas, envolver os servidores nas decisões e ampliar o espaço para iniciativa. Essa lógica combina bem com programas de motivação, porque a motivação cresce quando o colaborador sente que sua opinião conta e que ele tem certa liberdade para agir. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ao aumentar a participação dos funcionários por meio da delegação de funções e decisões, o gestor está aplicando exatamente o espírito da Teoria Y: confiança nas pessoas, autonomia e valorização do compromisso interno com o trabalho. Já as alternativas com controle rígido, coerção ou foco em estímulos externos lembram mais visões mecanicistas ou de controle comportamental, não a proposta da Teoria Y. Em concursos, a pista costuma ser simples: se a ideia é Teoria Y, pense em participação, responsabilidade e descentralização.