Bernardo foi contratado para avaliar um grupo de trabalho que está apresentando problemas no desempenho de suas funções. Cabe a ele descobrir em qual componente do funcionamento grupal está ocorrendo o problema. Ao observar a dinâmica do grupo, ele percebe que há bons vínculos entre as pessoas em todos os níveis da estrutura, além de convergência de ideias e abertura para o diálogo. Apesar disso, os encontros são muito espaçados no tempo, o que gera uma dispersão da equipe e de seus esforços para a consecução dos objetivos comuns. Trata-se de um problema de:
- A)relacionamento;
Errada, porque o enunciado afirma que há bons vínculos entre as pessoas em todos os níveis, então o problema não é de relacionamento.
- B)motivação;
Errada, pois não há indício de desânimo ou falta de empenho individual, e sim de falha na articulação do trabalho coletivo.
- C)objetivos;
Errada, porque existe convergência de ideias e objetivo comum, logo o problema não está na definição ou na convergência dos objetivos.
- D)liderança;
Errada, já que o enunciado não aponta falha de comando ou coordenação hierárquica, mas sim de fluxo de interação entre os membros.
- E)comunicação.
Certa, porque a baixa frequência dos encontros prejudica a troca de informações e a coordenação dos esforços do grupo.
Gabarito: E
Quando a banca fala em funcionamento grupal, ela costuma olhar para componentes como relacionamento, objetivos, motivação, liderança e comunicação. Aqui, o detalhe decisivo é que o grupo até tem bons vínculos, ideias convergentes e abertura para o diálogo, então não há problema de relacionamento nem de clima interpessoal. O problema aparece em outro ponto: os encontros são muito espaçados, o que faz a equipe perder ritmo, alinhar mal as informações e dispersar esforços. Em outras palavras, o grupo conversa bem, mas se comunica mal no tempo e na frequência necessários para manter a ação coletiva coordenada. Na prática, comunicação não é só “falar bem”, mas também manter fluxo, periodicidade e troca suficiente de informações para que todos caminhem na mesma direção. Se os encontros são raros, o grupo perde sincronização e isso afeta diretamente a execução das tarefas. É o clássico caso em que a estrutura humana está ok, mas a ponte entre as pessoas e a ação conjunta falha. Por isso, o gabarito é a letra E. A falha descrita não está nos laços entre as pessoas, e sim no processo de comunicação do grupo, que não está garantindo integração contínua dos esforços. Em termos doutrinários de comportamento organizacional, a comunicação é o mecanismo que articula a coordenação, reduz ruídos e sustenta o alinhamento entre membros do grupo.