Pela Teoria da Agência, um Diretor Financeiro de uma sociedade empresária constituída por ações e com fins lucrativos poderia atuar em desacordo com os interesses dos acionistas. No entanto, quando os Diretores Financeiros de uma sociedade empresária atuam alinhados aos interesses dos donos da empresa, eles devem buscar, acima de tudo
- A)maximizar o lucro do ano corrente.
Errada, porque maximizar o lucro do ano corrente é um objetivo estreito e pode ignorar risco, investimentos futuros e valor no longo prazo.
- B)maximizar a riqueza dos acionistas.
Certa, porque o objetivo da gestão financeira em uma empresa com acionistas é maximizar a riqueza dos proprietários, ou seja, o valor gerado para eles.
- C)maximizar o patrimônio líquido contábil.
Errada, porque patrimônio líquido contábil não se confunde com valor econômico da empresa e pode não refletir criação de valor.
- D)minimizar o custo total de propriedade.
Errada, porque minimizar o custo total de propriedade é ideia ligada a compras, suprimentos e gestão de ativos, não ao objetivo central do diretor financeiro nesse contexto.
- E)minimizar o custo fixo.
Errada, porque minimizar custo fixo pode ajudar na eficiência, mas não representa a finalidade principal da gestão financeira da empresa.
Gabarito: B
Pela Teoria da Agência, existe uma separação entre quem manda no negócio (acionistas, os chamados principais) e quem toca a gestão no dia a dia (administradores, os agentes). Como os interesses nem sempre coincidem, o administrador pode tomar decisões que favoreçam carreira, conforto ou poder, em vez de favorecer os donos da empresa. Quando a pergunta diz que o Diretor Financeiro atua alinhado aos interesses dos acionistas, a lógica financeira clássica entra em cena: a meta principal não é olhar só para o resultado do mês ou do ano, mas sim para o valor gerado para o proprietário da empresa. Em sociedades por ações com fins lucrativos, a administração financeira busca a criação de valor para o acionista. Por isso, o foco correto é maximizar a riqueza dos acionistas, isto é, aumentar o valor da empresa para quem é dono dela. Esse conceito é mais amplo do que lucro contábil, porque considera fluxo de caixa, risco e valor do dinheiro no tempo. Um lucro bonito no papel pode enganar; riqueza do acionista é o que realmente interessa aqui. A doutrina de finanças corporativas costuma tratar esse objetivo como o norte da gestão financeira. Então, em vez de pensar só em lucro do período ou em números contábeis, a resposta certa olha para a criação de valor no longo prazo.