As decisões financeiras de curto prazo em geral envolvem entradas e saídas de caixa que ocorrem no prazo de um ano. O planejamento financeiro de curto prazo exige que o gestor pondere quanto deve ser mantido em caixa para pagar as contas da empresa. Uma atividade que aumenta o caixa é
- A)recomprar algumas ações.
Errada, porque recomprar ações exige desembolso de caixa, então reduz os recursos disponíveis.
- B)comprar estoques.
Errada, porque comprar estoques consome caixa e transforma dinheiro em ativo circulante.
- C)tomar um empréstimo a longo prazo.
Certa, porque tomar um empréstimo a longo prazo gera entrada imediata de recursos e aumenta o caixa.
- D)pagar um empréstimo com prazo de 90 dias.
Errada, porque pagar um empréstimo de 90 dias é uma saída de caixa, diminuindo a liquidez.
- E)pagar uma dívida de longo prazo.
Errada, porque quitar uma dívida de longo prazo também representa pagamento e, portanto, redução de caixa.
Gabarito: C
No planejamento financeiro de curto prazo, a ideia central é simples: você observa o fluxo de caixa e tenta manter dinheiro suficiente para pagar as obrigações que vencem logo. Tudo o que coloca recursos no caixa é bem-vindo; tudo o que tira dinheiro do caixa exige atenção. Parece óbvio, mas em prova a banca adora misturar operações de financiamento com aplicações e pagamentos para ver se você está acompanhando o dinheiro entrando e saindo. Quando a empresa toma um empréstimo de longo prazo, ela recebe recursos imediatamente e isso aumenta o caixa. O prazo da dívida pode ser longo, mas a entrada do dinheiro ocorre agora, então o efeito financeiro de curto prazo é positivo para o caixa. É por isso que o item C está correto. Já comprar estoques, recomprar ações ou pagar dívidas fazem o caminho inverso: representam saída de caixa. Em geral, essas operações reduzem a liquidez disponível no momento, o que é justamente o que o gestor de curto prazo tenta administrar com cuidado. Em finanças empresariais, essa lógica aparece no conceito de fluxo de caixa e na gestão do capital de giro: você precisa equilibrar entradas e saídas para não ficar sem fôlego operacional. Em termos práticos, a pergunta quer saber qual operação melhora a posição de caixa no curto prazo, e o empréstimo de longo prazo faz exatamente isso.