O dirigente de uma escola pública instituiu um programa destinado a aumentar a motivação dos funcionários. Após coletar sugestões fornecidas pelos colaboradores da escola sobre o programa, o dirigente decidiu implementar ações motivacionais fundamentadas na “teoria dos dois fatores”. Assinale, com base nessa teoria, a opção que apresenta as ações a serem implementadas pelo gestor visando ao aumento da motivação.
- A)Aumento salarial e desenvolvimento do conteúdo dos cargos.
Errada, porque aumento salarial é fator higiênico e desenvolvimento do conteúdo dos cargos é fator motivacional, misturando ações de naturezas diferentes.
- B)Melhoria na segurança laboral e aumento dos benefícios sociais oferecidos.
Errada, pois segurança laboral e benefícios sociais são fatores higiênicos, que reduzem insatisfação, mas não geram motivação propriamente dita.
- C)Criação de metas desafiadoras e aumento da responsabilidade dos cargos.
Certa, porque metas desafiadoras e maior responsabilidade são fatores motivacionais, ligados ao conteúdo do trabalho e à sensação de realização.
- D)Incremento nas condições físicas do ambiente de trabalho e desenvolvimento das relações interpessoais.
Errada, porque condições físicas e relações interpessoais também são fatores higiênicos, mais voltados a evitar insatisfação do que a motivar.
Gabarito: C
A teoria dos dois fatores, de Frederick Herzberg, diz que a satisfação no trabalho não nasce só de ganhar mais ou ter um ambiente menos ruim. Ela separa os fatores higiênicos, que evitam insatisfação, dos fatores motivacionais, que realmente aumentam a motivação. É aquele clássico: salário em dia ajuda, mas não faz milagre; quem motiva de verdade costuma ser o conteúdo do trabalho. Os fatores higiênicos incluem salário, benefícios, condições físicas, segurança e relações interpessoais. Eles funcionam como uma espécie de "freio da reclamação": se faltam, a pessoa fica insatisfeita; se existem, apenas reduzem o problema, sem necessariamente motivar. Já os fatores motivacionais estão ligados ao próprio trabalho, como responsabilidade, reconhecimento, crescimento, realização e desafios. Quando o gestor cria metas desafiadoras e amplia a responsabilidade dos cargos, ele atua justamente nesse núcleo que desperta engajamento e satisfação interna. Por isso, o gabarito é a letra C. A banca está cobrando a lógica central de Herzberg: para aumentar a motivação, não basta melhorar as condições externas do emprego; é preciso enriquecer o cargo e dar mais sentido ao trabalho.