A abordagem dos sistemas abertos representa um importante marco na evolução do pensamento no campo da Administração. Um sistema aberto está em contínua interação com o ambiente em que se insere e apresenta um conjunto de características que lhe são próprias. Em um dos modelos conceituais mais conhecidos sobre a abordagem dos sistemas abertos, Katz e Kahn propõem que uma das características das organizações como sistemas abertos é que elas tendem à multiplicação e à elaboração de funções, substituindo padrões gerais por funções especializadas. Essa característica é conhecida como:
- A)homeostase dinâmica;
Errada, porque homeostase dinâmica é a capacidade de manter equilíbrio com ajustes contínuos, e não a especialização progressiva das funções.
- B)entropia positiva;
Errada, porque entropia positiva indica desgaste e desorganização do sistema, não expansão de funções especializadas.
- C)multifinalidade;
Errada, porque multifinalidade significa que um mesmo sistema pode chegar a resultados finais diferentes a partir de condições iniciais semelhantes.
- D)diferenciação;
Certa, porque diferenciação é exatamente a multiplicação e elaboração de funções, com aumento da especialização.
- E)processamento e expansão.
Errada, porque processamento e expansão não é a denominação clássica dessa característica na teoria de Katz e Kahn.
Gabarito: D
Na abordagem sistêmica, a organização não é vista como uma máquina fechada e isolada, mas como um organismo que troca energia, informação e recursos com o ambiente. Por isso, Katz e Kahn trabalham com várias características dos sistemas abertos, como importação de energia, transformação, exportação e adaptação contínua. É aquele tipo de visão em que a empresa precisa respirar o ambiente para continuar viva, e não ficar trancada em uma bolha administrativa. A questão descreve uma ideia muito específica: quando a organização se desenvolve, ela tende a criar funções mais especializadas, substituindo padrões amplos por papéis mais definidos. Isso é a característica de diferenciação. Em vez de fazer tudo de um jeito genérico, o sistema vai se dividindo em partes com funções próprias, mais refinadas e adaptadas às exigências internas e externas. Esse ponto aparece na doutrina clássica de Katz e Kahn sobre organizações como sistemas abertos. A lógica é simples: quanto mais complexo o ambiente e a própria organização, maior a especialização das funções. É como sair de uma equipe faz-tudo e chegar a setores com responsabilidades bem delimitadas. Portanto, o gabarito é a letra D, porque diferenciação é justamente a multiplicação e elaboração de funções, com substituição de padrões gerais por funções especializadas.