Zé Roberto, proprietário de uma famosa franquia de chocolates, resolveu se afastar da gerência de sua loja para passar mais tempo com sua família. Para substituí-lo no cargo de gerente, Zé Roberto decidiu colocar Victor, por ser um funcionário com iniciativa, integridade, determinação e autoconfiança. Com base nas teorias acerca de liderança, é possível considerar que Zé Roberto utilizou, para a escolha do funcionário, a teoria
- A)situacional.
Errada, porque a teoria situacional valoriza a adequação do estilo de liderança ao contexto, e não apenas os traços pessoais do escolhido.
- B)do laissez-faire.
Errada, pois laissez-faire é um estilo de liderança com pouca interferência do líder, não uma teoria para selecionar alguém por qualidades individuais.
- C)da grade gerencial.
Errada, porque a grade gerencial classifica estilos de liderança segundo a preocupação com pessoas e produção, e não pela análise de traços pessoais.
- D)dos traços de liderança.
Certa, pois a escolha de Victor foi baseada em características pessoais como iniciativa, integridade, determinação e autoconfiança, exatamente a lógica da teoria dos traços.
- E)da liderança contingencial.
Errada, porque a liderança contingencial também depende da combinação entre líder, liderados e situação, e o enunciado não trouxe esse tipo de ajuste contextual.
Gabarito: D
A questão explora a teoria dos traços de liderança, uma das abordagens mais antigas sobre o tema. Ela parte da ideia de que certos indivíduos já apresentam características pessoais que os tornam mais aptos a liderar, como iniciativa, integridade, determinação, autoconfiança, carisma e equilíbrio emocional. Em outras palavras, a liderança seria associada ao que a pessoa é, e não apenas ao que ela faz no cargo. Foi exatamente isso que Zé Roberto fez: escolheu Victor com base em traços pessoais que, na visão da teoria, favorecem o exercício da liderança. Repare que o enunciado não fala de estilo de decisão, comportamento do grupo, situação da empresa ou nível de maturidade dos subordinados. O foco está nas qualidades internas do candidato. Por isso, a lógica é tipicamente traços de liderança. Essa teoria tem um ponto fraco importante: só olhar para características pessoais não garante, por si só, que alguém liderará bem em qualquer contexto. Na prática, liderança depende também da situação, da equipe e da tarefa. Mas, para efeito de prova, quando o enunciado destaca atributos como iniciativa, integridade e autoconfiança na escolha do líder, a banca quer exatamente essa associação com os traços. Então, guarde a ideia-chave: se a questão descreve a escolha do líder com base em qualidades pessoais e comportamentais do candidato, acione o alerta da teoria dos traços. É a clássica lógica de "ele tem perfil de líder", bem ao estilo concurso.