Uma empresa de grande porte está passando por uma redefinição da sua estratégia de negócio e quer adotar uma estrutura organizacional que permita maximizar o foco nos resultados das linhas de produtos que compõem o seu negócio. Para isso, dentre as opções abaixo, a estrutura mais adequada seria:
- A)matricial;
Errada, porque a estrutura matricial combina dois critérios de departamentalização e costuma gerar dupla subordinação, não sendo a melhor para focar em resultados por linha de produto.
- B)em rede;
Errada, porque a estrutura em rede prioriza articulação entre unidades e parceiros, e não a organização interna em divisões voltadas a produtos.
- C)funcional;
Errada, porque a estrutura funcional organiza a empresa por especialidades técnicas, o que privilegia áreas e não o desempenho de cada linha de produto.
- D)por projeto;
Errada, porque a estrutura por projeto é temporária e voltada a entregas específicas, não à gestão permanente de linhas de produtos.
- E)divisional.
Certa, porque a estrutura divisional organiza a empresa por produtos, mercados ou regiões, ampliando o foco no resultado de cada unidade.
Gabarito: E
Quando a empresa quer reorganizar o negócio para dar mais peso ao resultado de cada linha de produto, a lógica muda: sai o foco em departamentos funcionais e entra o foco em unidades de negócio. É aí que a estrutura divisional brilha, porque cada divisão responde por um produto, mercado ou região, com mais autonomia e responsabilidade pelos resultados. Pense nela como um pequeno “negócio dentro do negócio”. Na estrutura divisional, cada unidade costuma reunir funções necessárias para tocar sua operação, como marketing, produção e finanças, mas tudo orientado para aquele produto ou mercado específico. Isso facilita a tomada de decisão, a accountability e o alinhamento com a estratégia. Em empresas grandes e diversificadas, isso costuma ser muito útil quando o objetivo é aumentar a performance de cada linha de produtos. Por isso o gabarito é a letra E. A empresa do enunciado está em redefinição estratégica e quer maximizar o foco nos resultados das linhas de produtos, exatamente o cenário em que a departamentalização divisional faz mais sentido. Doutrinariamente, essa estrutura é indicada quando a organização precisa descentralizar decisões e concentrar esforços em unidades com metas próprias de desempenho. As outras estruturas não casam tão bem com essa ideia: funcional prioriza especialização por área; matricial mistura dois critérios e pode gerar dupla subordinação; em rede é mais voltada à articulação de organizações/parceiros; e por projeto é temporária, orientada a entregas específicas. Aqui, o que a banca quer é separar o negócio em blocos com foco direto no resultado, sem rodeios.