Considere uma situação hipotética na qual Agnaldo, empresário e acadêmico conceituado, é contratado para assumir a Secretaria de Saúde do município Y em plena pandemia da Covid-19. Apesar do receio de aceitar a oferta, em meio a um período tão complicado, Agnaldo decide assumir o desafio. Ao começar seus trabalhos na pasta, Agnaldo percebe seus colaboradores angustiados e desmotivados com a situação, e resolve empregar imediatamente seus conhecimentos e experiência para melhorar o ambiente de trabalho. Em pouco tempo, o gestor conseguiu oferecer uma visão e um sentido de missão à equipe, ganhando logo o respeito e a confiança de todos para superar essa crise. Além disso, a atenção personalizada que Agnaldo conseguia dar a cada funcionário melhorou a motivação das equipes, fazendo com que esses funcionários transcendessem os próprios interesses individuais pelo bem da organização e dos objetivos do grupo. Com base no apresentado e considerado os diferentes modelos de liderança, é correto afirmar que Agnaldo exerceu o cargo de acordo com
- A)a liderança transacional.
Errada, porque a liderança transacional se baseia em trocas, recompensas e controle de desempenho, e o enunciado destaca inspiração, propósito e transformação da equipe.
- B)a teoria dos traços.
Errada, porque a teoria dos traços explica características pessoais do líder, e aqui o foco está no comportamento exercido e no efeito sobre os liderados.
- C)a liderança transformacional.
Certa, porque Agnaldo inspira a equipe, dá visão e missão, gera confiança e motiva os funcionários a irem além dos interesses individuais.
- D)o modelo autocrático.
Errada, porque o modelo autocrático concentra decisões no chefe e reduz participação, o que não aparece na situação narrada.
- E)a autoridade laissez-faire.
Errada, porque o laissez-faire é marcado por pouca direção e mínima intervenção do líder, justamente o oposto da atuação descrita.
Gabarito: C
A questão descreve um líder que não apenas organiza tarefas, mas muda o clima do grupo, inspira confiança e dá sentido ao trabalho. Isso é bem a cara da liderança transformacional: o líder mobiliza as pessoas por visão, propósito e exemplo, elevando a motivação para além do interesse individual. Em vez de ficar só cobrando entrega, ele desperta engajamento e faz a equipe comprar a missão da organização. Na liderança transformacional, o foco está em provocar mudança positiva no comportamento e na mentalidade dos liderados. O líder atua como inspiração, estimula o desenvolvimento da equipe e costuma fortalecer valores como compromisso e colaboração. É exatamente o que aparece no enunciado quando Agnaldo oferece visão, missão, respeito, confiança e melhora a motivação do grupo. Perceba também a parte da atenção personalizada. Isso é clássico do modelo transformacional, porque o líder reconhece necessidades individuais e apoia cada pessoa no seu crescimento. Quando os funcionários passam a transcender interesses pessoais em favor dos objetivos coletivos, o texto praticamente entrega o conceito pronto, sem fazer cerimônia. As demais alternativas não combinam com o caso. Não há troca meramente objetiva de recompensas, nem comando rígido, nem liberdade total sem direção. Em doutrina de administração, a liderança transformacional é associada à capacidade de inspirar, transformar e gerar comprometimento, enquanto a transacional fica mais presa à lógica de desempenho e recompensa.