Um analista de RH recomendou a um gerente que, para compreender o comportamento das pessoas na sua equipe, ele deveria levar em consideração as forças internas de uma pessoa que afetam a direção, intensidade e a persistência do seu comportamento. A recomendação do analista está assentada no conceito de
- A)coerção.
Errada: coerção é uma forma de pressão ou imposição, não um conceito que explique forças internas do comportamento.
- B)feedback.
Errada: feedback é retorno sobre uma ação ou desempenho, útil para ajuste, mas não define o impulso interno que move a pessoa.
- C)legitimidade.
Errada: legitimidade diz respeito ao reconhecimento de autoridade ou poder, e não à energia interna que orienta o comportamento.
- D)motivação.
Certa: motivação é justamente o conjunto de forças internas que afeta direção, intensidade e persistência do comportamento.
- E)reciprocidade.
Errada: reciprocidade é uma lógica de troca social, não o conceito que descreve o que impulsiona internamente a ação.
Gabarito: D
A questão está falando de um conceito bem clássico da psicologia organizacional: motivação. Quando o enunciado menciona as forças internas de uma pessoa que influenciam a direção, a intensidade e a persistência do comportamento, ele está descrevendo exatamente o que leva alguém a agir, escolher um objetivo e continuar tentando até alcançá-lo. Em outras palavras, não é sobre mandar, punir ou convencer de fora para dentro, mas sobre o impulso interno que move o comportamento. Na Administração, a motivação aparece como um dos grandes temas da gestão de pessoas, porque ajuda a explicar por que alguém se engaja, mantém o esforço e reage de certa forma às metas da equipe. A ideia central é: se você entende o que energiza a pessoa, você entende melhor como ela se comporta no trabalho. Isso é doutrina básica de comportamento organizacional e é muito cobrado por bancas como a FGV. O gabarito é a letra D porque "forças internas" + "direção, intensidade e persistência" é a definição típica de motivação. Direção é para onde o comportamento vai, intensidade é o quanto de energia a pessoa coloca, e persistência é por quanto tempo ela mantém o esforço. É o tripé que costuma aparecer em livros de Robbins, Chiavenato e similares. As outras alternativas tratam de mecanismos diferentes de influência: coerção é pressão, feedback é retorno sobre desempenho, legitimidade é reconhecimento de autoridade, e reciprocidade é a lógica do "eu faço por você, você faz por mim". Nenhuma delas descreve o motor interno do comportamento.