Considere uma pequena padaria familiar, na qual o as decisões são centralizadas na figura da mãe, matriarca da família. Além disso, o funcionamento dos processos internos se baseia, essencialmente, nos costumes e práticas habituais, sem quaisquer regras ou procedimentos estabelecidos formalmente. Analisando a situação apresentada sob a ótica de cultura organizacional, evidencia-se um exemplo de cultura
- A)de papéis.
Errada, porque cultura de papéis exige formalização, regras e divisão clara de funções, o que não aparece no caso.
- B)do poder.
Certa, pois há centralização das decisões em uma figura dominante e ausência de formalização, características da cultura do poder.
- C)de tarefas.
Errada, porque cultura de tarefas é voltada para projetos e resultados, com foco na execução do trabalho, e não na centralização familiar do comando.
- D)de pessoa.
Errada, pois cultura de pessoa valoriza o indivíduo e sua autonomia, enquanto aqui o poder está concentrado em uma autoridade central.
- E)dos meios.
Errada, porque "meios" não corresponde à tipologia clássica de cultura organizacional cobrada nesse tipo de questão.
Gabarito: B
A questão trata dos tipos de cultura organizacional, isto é, da forma como a organização distribui poder, toma decisões e organiza o trabalho no dia a dia. Em provas de Administração, a FGV costuma cobrar a classificação clássica que opõe modelos mais centralizados, mais burocráticos, mais voltados para resultados ou mais ligados às pessoas. No enunciado, a padaria funciona com decisões concentradas na mãe, que atua como figura central de autoridade. Além disso, os processos não seguem regras formais nem procedimentos escritos, mas sim costumes e práticas habituais. Isso é bem típico de uma estrutura em que o poder fica concentrado em uma pessoa ou em um núcleo muito pequeno de comando. Por isso, o gabarito é a alternativa B, cultura do poder. Nesse modelo, a liderança centraliza as decisões, a influência pessoal pesa mais do que normas formais e a organização gira em torno da figura dominante. Em linguagem de prova: pouca formalização, muito comando concentrado e forte personalização da autoridade. As demais alternativas não combinam com o caso. Cultura de papéis depende de regras e procedimentos bem definidos; cultura de tarefas é orientada por projetos e solução de problemas; cultura de pessoa coloca o indivíduo no centro, não a autoridade central; e "meios" não é uma tipologia clássica cobrada nesse tema.