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Administração Geral · FGV · 2022

Questão comentada de Administração Geral

Uma das primeiras perspectivas utilizadas para compreender o conceito de liderança, ainda bastante citada, apesar das críticas, preconiza a existência de características inatas aos líderes que os diferencia de indivíduos “comuns”. Acerca dessa perspectiva, é correto afirmar que ela é conhecida como:

Gabarito: C

A questão cobra uma visão clássica de liderança, daquelas mais antigas, mas que ainda aparecem muito em prova. Nessa linha, acreditava-se que o líder nascia pronto, como se tivesse um pacote de qualidades especiais que o separava dos demais. A ideia central era procurar traços pessoais comuns aos grandes líderes, como carisma, autoconfiança, inteligência e energia. Essa é justamente a chamada Teoria dos Traços de Liderança. Ela surgiu antes das abordagens mais modernas e tenta explicar a liderança pelo que a pessoa é, e não pelo que ela faz em determinada situação. Por isso, é uma perspectiva bem “personalista”: se a pessoa tem certos traços, tende a liderar; se não tem, ficaria de fora do clube dos líderes. O gabarito é a letra C porque o enunciado descreve exatamente essa crença em características inatas. A teoria foi bastante criticada porque, na prática, nem todo líder apresenta os mesmos traços, e o contexto também influencia muito o desempenho da liderança. Ou seja: liderança não é só dom de nascimento, não. Há técnica, aprendizado e adaptação no caminho. Nas abordagens mais atuais, como as teorias situacional, transformacional e caminho-meta, a liderança depende muito mais da interação com o ambiente, com os liderados e com os objetivos da organização. Então, quando a banca falar em qualidades inatas e diferença entre líderes e indivíduos comuns, pense logo em traços.

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