Uma das primeiras perspectivas utilizadas para compreender o conceito de liderança, ainda bastante citada, apesar das críticas, preconiza a existência de características inatas aos líderes que os diferencia de indivíduos “comuns”. Acerca dessa perspectiva, é correto afirmar que ela é conhecida como:
- A)Teoria da liderança situacional.
Errada, porque a liderança situacional foca na adaptação do estilo do líder conforme a maturidade e a necessidade dos liderados, não em traços inatos.
- B)Teoria da liderança transformacional.
Errada, porque a liderança transformacional valoriza a प्रेरणा, a mudança e a influência sobre os seguidores, e não a ideia de características natais.
- C)Teoria dos traços de liderança.
Certa, pois a teoria dos traços de liderança defende que algumas pessoas já nascem com atributos pessoais que as tornam mais aptas a liderar.
- D)Teoria burocrática da liderança.
Errada, porque não existe uma teoria burocrática da liderança nesse sentido clássico; burocracia é um modelo organizacional associado a regras e formalidade, não a traços de liderança.
- E)Teoria do caminho-meta.
Errada, porque a teoria do caminho-meta analisa como o líder ajuda os subordinados a alcançar metas, ajustando comportamento e direção, sem tratar liderança como algo inato.
Gabarito: C
A questão cobra uma visão clássica de liderança, daquelas mais antigas, mas que ainda aparecem muito em prova. Nessa linha, acreditava-se que o líder nascia pronto, como se tivesse um pacote de qualidades especiais que o separava dos demais. A ideia central era procurar traços pessoais comuns aos grandes líderes, como carisma, autoconfiança, inteligência e energia. Essa é justamente a chamada Teoria dos Traços de Liderança. Ela surgiu antes das abordagens mais modernas e tenta explicar a liderança pelo que a pessoa é, e não pelo que ela faz em determinada situação. Por isso, é uma perspectiva bem “personalista”: se a pessoa tem certos traços, tende a liderar; se não tem, ficaria de fora do clube dos líderes. O gabarito é a letra C porque o enunciado descreve exatamente essa crença em características inatas. A teoria foi bastante criticada porque, na prática, nem todo líder apresenta os mesmos traços, e o contexto também influencia muito o desempenho da liderança. Ou seja: liderança não é só dom de nascimento, não. Há técnica, aprendizado e adaptação no caminho. Nas abordagens mais atuais, como as teorias situacional, transformacional e caminho-meta, a liderança depende muito mais da interação com o ambiente, com os liderados e com os objetivos da organização. Então, quando a banca falar em qualidades inatas e diferença entre líderes e indivíduos comuns, pense logo em traços.