Os objetivos são elementos essenciais do processo de planejamento organizacional, pois é por meio de sua especificação adequada que os membros da organização “conseguem um senso de direção, antecipam estágios futuros desejados e mobilizam-se para alcançá-los” (Sobral e Peci, 2013, p. 202). Objetivos eficazes devem ser adequadamente definidos, atendendo a certos critérios. Esses critérios preconizam que os objetivos sejam:
- A)mensuráveis;
Correta, porque objetivos eficazes precisam ser mensuráveis para permitir acompanhamento, controle e avaliação.
- B)definidos de forma participativa;
Errada, porque participação pode ser desejável no processo de formulação, mas não é o critério essencial cobrado para definir a qualidade do objetivo.
- C)definidos em valores financeiros;
Errada, porque objetivos não precisam ser expressos em valores financeiros; isso pode ocorrer em alguns casos, mas não é regra geral.
- D)inovadores;
Errada, porque inovação pode ser uma característica desejável da estratégia, mas não é requisito para que o objetivo seja bem definido.
- E)abrangentes.
Errada, porque objetivos devem ser específicos e claros, não amplos demais, para orientar a ação de forma efetiva.
Gabarito: A
Em planejamento organizacional, objetivo bom não pode ser vago do tipo “melhorar muito” ou “crescer bastante”. Ele precisa orientar a ação e permitir que a organização saiba se chegou lá ou não. Por isso, a literatura de administração costuma destacar critérios como clareza, viabilidade, coerência e, principalmente, mensurabilidade. Quando o objetivo é mensurável, você consegue definir indicador, prazo e resultado esperado. Isso transforma a intenção em algo verificável: dá para acompanhar, comparar e corrigir a rota. Sem medida, o objetivo vira só uma boa ideia escrita no papel. É exatamente por isso que o gabarito é a letra A. Um objetivo eficaz deve ser mensurável, porque só assim a organização consegue controlar o progresso e avaliar o alcance da meta. Essa lógica aparece em autores clássicos de planejamento e gestão, como Sobral e Peci, que tratam os objetivos como referência concreta para orientar esforços e resultados. As demais alternativas até podem aparecer em outros contextos de gestão, mas não são o critério central cobrado aqui. A banca quer o conceito clássico de objetivo bem formulado: algo que possa ser acompanhado na prática, sem espaço para interpretações elásticas demais.