Considere que uma firma de consultoria seja contratada por uma ONG para analisar e, posteriormente, elaborar recomendações para aprimorar sua estrutura organizacional, visando torná-la mais adequada ao setor em que atua. Após a realização do processo de análise, a firma elaborou um relatório informando que a ONG possuía uma estrutura com hierarquia rígida, que incentivava a interação vertical entre os chefes e os subordinados. Além disso, foi constatado que havia ênfase excessiva em regras e procedimentos formais, fato que não se adequava ao ambiente instável onde a ONG atuava. Assinale, com base no relatório da firma de consultoria, o tipo de organização adotado pela ONG.
- A)Mecanicista.
Correta, porque reúne hierarquia rígida, formalização excessiva e comunicação vertical, traços típicos de estrutura mecanicista.
- B)Orgânico.
Errada, porque a organização orgânica é flexível, descentralizada e mais adaptável a ambientes instáveis, o oposto do enunciado.
- C)Em rede.
Errada, pois organização em rede envolve integração entre unidades e relações mais colaborativas, não rigidez hierárquica.
- D)Matricial.
Errada, já que a estrutura matricial combina mais de uma linha de autoridade e busca flexibilidade, e não excesso de formalismo rígido.
- E)Adhocrático.
Errada, porque a adhocracia é altamente inovadora, pouco formal e própria de ambientes dinâmicos, não de hierarquia rígida.
Gabarito: A
A questão trata dos modelos de organização, especialmente a diferença entre estruturas mecanicistas e orgânicas. Em linhas gerais, a organização mecanicista é aquela mais rígida, formal, burocrática, com forte hierarquia, centralização e pouca flexibilidade. Ela funciona melhor em ambientes estáveis, previsíveis, onde as tarefas podem ser padronizadas sem grandes sobressaltos. Já a estrutura orgânica é o oposto: mais flexível, descentralizada, com comunicação mais horizontal e maior adaptação ao ambiente instável. No caso descrito, a consultoria identificou exatamente os traços clássicos da organização mecanicista: hierarquia rígida, incentivo à interação vertical entre chefes e subordinados e excesso de regras e procedimentos formais. Isso aponta para uma estrutura engessada, pouco adaptável, o que combina mal com o ambiente instável em que a ONG atua. Ou seja, a organização estava usando o tipo de estrutura errado para o contexto. Por isso, o gabarito é a letra A, mecânica ou mecanicista. Na doutrina de administração, esse modelo é associado a alta formalização, centralização e clara divisão do trabalho, características bem próximas da burocracia tradicional. Em prova, a banca costuma cobrar justamente essa leitura: ambiente estável combina mais com mecanicista; ambiente instável pede algo mais flexível e orgânico. Resumo de bolso: se aparecer muita regra, muita hierarquia e pouca adaptação, pense em estrutura mecanicista. Se aparecer autonomia, flexibilidade e comunicação mais livre, pense no lado orgânico da força organizacional.