Caso o gestor de uma fábrica de parafusos deseje implementar um modelo de gestão conhecido como Gestão da Qualidade Total, deverá
- A)priorizar apenas ações executadas pelos diretores de topo nos processos.
Errada, porque a Gestão da Qualidade Total envolve toda a organização, e não apenas ações dos diretores de topo.
- B)ter como ênfase a melhoria contínua dos processos.
Certa, pois a melhoria contínua dos processos é um dos pilares centrais da Gestão da Qualidade Total.
- C)tratar a qualidade como algo independente dos clientes.
Errada, porque a qualidade total é fortemente orientada ao cliente e ao atendimento das suas necessidades.
- D)dar atenção apenas às atividades de pós-venda do produto.
Errada, pois a qualidade total não se limita ao pós-venda, abrangendo todo o processo produtivo e de gestão.
- E)excluir os funcionários de “chão de fábrica” do acesso às informações gerenciais.
Errada, porque os funcionários da operação devem ser envolvidos e ter acesso a informações para apoiar a melhoria contínua.
Gabarito: B
A Gestão da Qualidade Total, ou TQM, é uma forma de administrar em que a qualidade não fica escondida em um setor isolado. Ela vira responsabilidade de toda a organização, com foco no cliente, melhoria contínua, participação das pessoas e prevenção de falhas. Em vez de pensar só em corrigir defeitos no fim, a lógica é melhorar o processo o tempo todo, para reduzir erros, desperdícios e retrabalho. Na prática, isso significa olhar para o trabalho como uma cadeia: se um elo falha, o produto final sofre. Por isso, a empresa precisa envolver direção, supervisão e funcionários da operação, com informação circulando e metas claras. A qualidade total não é “perfumaria gerencial”, é disciplina de processo, melhoria constante e atenção ao que o cliente percebe como valor. O gabarito é a letra B porque a ênfase da Gestão da Qualidade Total está justamente na melhoria contínua dos processos. Essa ideia aparece na doutrina clássica da qualidade, muito associada a autores como Deming, Juran e Feigenbaum, que defendem controle, aperfeiçoamento permanente e visão sistêmica da organização. As demais alternativas tentam vender uma qualidade “capenga”: só da cúpula, sem cliente, só no pós-venda ou excluindo quem faz o trabalho acontecer. Em TQM, isso não faz sentido. Qualidade total é casa inteira organizada, não sala de reunião decorada.