A utilização do controle estatístico da qualidade permitiu que processos produtivos que anteriormente se baseavam na inspeção de cada peça, passassem a realizar análises de pequenas amostras e das respectivas variabilidades, assegurando uma expressiva redução na carga de trabalho. Assinale a opção que apresenta uma ferramenta do controle estatístico da qualidade com essa finalidade
- A)Kaizen.
Kaizen é filosofia de melhoria contínua, não uma ferramenta estatística para monitorar amostras e variabilidade do processo.
- B)6S.
6S é método de organização e disciplina no ambiente de trabalho, sem relação direta com controle estatístico da qualidade.
- C)Fluxograma.
Fluxograma ajuda a mapear etapas do processo, mas não serve para analisar estatisticamente amostras e sua variabilidade.
- D)Carta de controle.
Carta de controle é a ferramenta usada para acompanhar amostras ao longo do tempo e verificar a estabilidade do processo por meio da variabilidade.
- E)Ciclo PDCA.
Ciclo PDCA é um método de gestão para planejar, executar, verificar e agir, mas não é a ferramenta estatística descrita no enunciado.
Gabarito: D
No controle estatístico da qualidade, a ideia é sair da inspeção 100% de cada peça e passar a monitorar o processo por meio de amostras. Em vez de olhar tudo o tempo todo, você observa um pedaço representativo da produção e verifica se o processo está estável ou se começou a “sair da linha”. Isso reduz custo, tempo e retrabalho, sem abandonar o cuidado com a qualidade. A ferramenta clássica para fazer esse acompanhamento são as cartas de controle. Elas mostram, ao longo do tempo, se a variabilidade do processo está dentro do esperado ou se surgiu alguma causa especial de variação. Em outras palavras: a carta de controle ajuda a separar o que é ruído normal do processo do que é sinal de problema real. É por isso que o gabarito é a letra D. A questão descreve exatamente essa lógica de amostragem e análise da variabilidade, típica do controle estatístico da qualidade. As cartas de controle, associadas ao método de Shewhart e difundidas na estatística aplicada à qualidade, servem para monitorar processos de forma contínua e mais eficiente do que a inspeção peça por peça. As demais alternativas até pertencem ao universo da qualidade e da gestão, mas seguem outra lógica. Aqui, o foco não é melhoria contínua genérica, organização do ambiente ou planejamento de ações, e sim o controle estatístico do processo. É o tipo de detalhe que a FGV adora cobrar: o nome da ferramenta parece familiar, mas só uma conversa diretamente com amostra e variabilidade.