Sistemas de controle organizacional eficazes devem atender a alguns critérios gerais, tais como inteligibilidade e flexibilidade. No entanto, para serem eficazes, os sistemas de controle precisam também se adequar às necessidades de cada organização, levando em conta suas características – ou seja, os sistemas de controle precisam se adequar aos fatores contingenciais que condicionam sua eficácia. Um fator contingencial relevante e seu respectivo impacto no sistema de controle organizacional são, respectivamente:
- A)alta relevância da tarefa; sistemas definidos de forma participativa;
Errada, porque alta relevância da tarefa costuma exigir maior formalização e acompanhamento mais rigoroso, não um sistema apenas participativo.
- B)baixa relevância da tarefa; controle formal e imposto externamente;
Errada, porque baixa relevância da tarefa tende a reduzir a necessidade de controle intenso, e o controle formal imposto externamente não é a associação mais adequada aqui.
- C)estrutura organizacional centralizada; sistemas baseados em observação direta;
Errada, porque estrutura centralizada não leva necessariamente a controle por observação direta, já que esse tipo de controle se relaciona mais com proximidade e porte reduzido.
- D)grande porte organizacional; sistemas definidos de forma participativa;
Errada, porque grande porte organizacional normalmente pede controles mais formais, e não sistemas definidos de forma participativa como regra geral.
- E)pequeno porte organizacional; controle informal e baseado em observação direta.
Certa, porque pequeno porte facilita controle informal, com acompanhamento direto e observação pessoal, sem necessidade de tanta formalização.
Gabarito: E
A ideia central aqui é que sistema de controle organizacional não nasce pronto em modelo único. Ele precisa combinar com o tamanho, a cultura, a estrutura e a forma como as pessoas trabalham na empresa. Em concursos, isso costuma aparecer como visão contingencial: o que funciona bem em uma organização pode ser pesado, caro ou artificial em outra. Quando a organização é pequena, a comunicação costuma ser mais direta, o chefe vê o que está acontecendo com mais facilidade e os ajustes são feitos no contato do dia a dia. Nessa situação, tende a fazer mais sentido um controle informal, baseado em observação direta, conversas e acompanhamento próximo. É um controle mais simples, rápido e com menos burocracia. Já em organizações maiores, normalmente cresce a necessidade de controles mais formais, relatórios, indicadores e procedimentos escritos, porque ninguém consegue fiscalizar tudo pessoalmente. Por isso, o porte organizacional é um fator contingencial importante: quanto menor a empresa, mais viável e eficaz tende a ser o controle por proximidade e observação. Por isso o gabarito é a letra E. A combinação faz sentido porque pequeno porte organizacional combina com controle informal e baseado em observação direta. A banca explora justamente essa lógica de adequação entre estrutura da organização e desenho do sistema de controle, muito associada à abordagem contingencial na Administração.