Desde a sua formalização, no início do século XX, a gestão da qualidade passou por diversas modificações, adotando, em cada uma dessas fases, diferentes interpretações e técnicas para se alcançar a qualidade na produção. Acerca das técnicas utilizadas comumente na gestão da qualidade, existe o entendimento de que
- A)o uso do 5W2H é decorrente da era da inspeção, baseando-se em uma mudança disciplinar incremental no ambiente de trabalho.
Errada: o 5W2H é ferramenta de planejamento e ação, não da era da inspeção nem de mudança disciplinar incremental.
- B)o desenvolvimento do ciclo PDCA se fundamenta na ideia de reengenharia, promovendo alterações radicais no processo.
Errada: o PDCA está ligado à melhoria contínua, e não à reengenharia nem a mudanças radicais de processo.
- C)a matriz GUT desvia a ótica dos problemas para as causas, propondo soluções alternativas para elas.
Errada: a matriz GUT serve para priorizar problemas por gravidade, urgência e tendência, não para focar nas causas ou propor soluções alternativas.
- D)a proposta do Diagrama de Ishikawa visa se espelhar nas melhores práticas utilizadas no mercado, reproduzindo-a internamente.
Errada: o Diagrama de Ishikawa é usado para identificar e organizar causas de um problema, e não para copiar melhores práticas do mercado.
- E)o sucesso da técnica Seis Sigma ocorre quando o processo não produz mais que 3,4 defeitos por milhão.
Certa: no Seis Sigma, o desempenho clássico de processo é associado a até 3,4 defeitos por milhão de oportunidades.
Gabarito: E
A gestão da qualidade evoluiu bastante ao longo do tempo: começou bem ligada à inspeção do produto, depois avançou para o controle estatístico, a garantia da qualidade e, mais modernamente, para a melhoria contínua e a gestão por processos. Nesse caminho, surgiram várias ferramentas práticas para organizar problemas, priorizar ações e reduzir falhas. O Seis Sigma é uma dessas abordagens mais modernas e tem foco forte em desempenho e redução de variabilidade. A lógica do Seis Sigma é deixar o processo quase “redondinho”, com altíssimo nível de qualidade e pouquíssimos defeitos. Por isso, a referência clássica é a meta de no máximo 3,4 defeitos por milhão de oportunidades, considerando o deslocamento de 1,5 sigma que faz parte da metodologia tradicional. Em prova, essa é a marca que você precisa lembrar sem hesitar. Então, o item E está correto porque traduz exatamente esse conceito: o sucesso da técnica Seis Sigma é associado a um processo com até 3,4 defeitos por milhão. As demais alternativas misturam ferramentas e fases da qualidade de forma trocada, o que é uma armadilha bem comum da FGV. Resumo de bolso: 5W2H ajuda a planejar ações, PDCA orienta melhoria contínua, GUT prioriza problemas, Ishikawa investiga causas e Seis Sigma busca reduzir defeitos ao mínimo possível.