Em uma organização, um gerente acaba de ser comunicado sobre as novas metas estabelecidas pela diretoria para a sua área, para o ano de 2023. As metas são bastante ambiciosas e o gerente teve a sua equipe de oito pessoas reduzida para apenas cinco, depois que os três membros mais experientes e de melhor desempenho se aposentaram. O gerente avalia que “as metas não poderão ser alcançadas com a equipe reduzida” e não se sente motivado a se empenhar, em suas palavras, “inutilmente”. Segundo a Teoria da Expectativa de Victor Vroom, a situação ilustra uma percepção, por parte do gerente, de(a):
- A)injustiça distributiva nos recursos organizacionais;
Errada, porque não há menção a distribuição de recursos como injusta, mas sim à insuficiência da equipe para cumprir metas.
- B)injustiça processual na definição das metas;
Errada, pois o enunciado não discute o procedimento de definição das metas, e sim a percepção de inviabilidade do cumprimento.
- C)relação desempenho-recompensa como fraca;
Errada, porque não há foco na relação entre desempenho e recompensa, mas na crença de que o esforço nem vai gerar desempenho.
- D)relação esforço-desempenho como fraca;
Certa, porque o gerente entende que o esforço não levará ao desempenho desejado, caracterizando baixa expectativa na teoria de Vroom.
- E)relação esforço-metas pessoais como fraca.
Errada, já que o problema não é a ligação entre esforço e metas pessoais, mas a percepção de que o esforço não produzirá desempenho suficiente.
Gabarito: D
A Teoria da Expectativa, de Victor Vroom, diz que a motivação depende de três ligações na cabeça do servidor: esforço gera desempenho, desempenho gera resultado e o resultado tem valor para a pessoa. Em outras palavras, a pessoa só se empolga quando acredita que vale a pena se esforçar porque isso realmente vai produzir entrega e trazer algo desejado. Se uma dessas pontes quebra, a motivação despenca como café esquecido na mesa. No caso, o gerente olha para a equipe reduzida, compara as metas ambiciosas com os recursos disponíveis e conclui que não adianta se empenhar, porque o esforço não será suficiente para atingir o desempenho esperado. Isso mostra uma percepção de baixa expectativa, ou seja, de que o esforço não levará a bom desempenho. É exatamente a relação esforço-desempenho que aparece enfraquecida. Por isso, o gabarito é a letra D. Ele não está dizendo que a recompensa é injusta, nem que o processo de definição das metas foi errado, nem que as metas pessoais perderam sentido. O problema é mais básico: o gerente não acredita que o esforço, nas condições atuais, consiga produzir o desempenho necessário. Em prova, vale lembrar a lógica clássica de Vroom: expectativa = esforço -> desempenho; instrumentalidade = desempenho -> recompensa; valência = valor da recompensa. Se o enunciado falar em "não adianta tentar" ou "não vou conseguir entregar", pense na expectativa baixa, quase como um freio de mão puxado.