O desenvolvimento de equipes de trabalho no serviço público pode permitir a elaboração de políticas públicas mais adaptadas à realidade dos cidadãos atendidos, considerando a diversidade de opiniões dos integrantes. Entretanto, o uso desse formato de trabalho também pode gerar questões adversas, dando origem a, por exemplo, o fenômeno da folga social. Assinale a opção que apresenta uma medida que pode ser utilizada para reduzir essa possibilidade.
- A)Desestimular a competitividade com outros grupos da organização.
Errada, porque desestimular a competitividade externa não ataca diretamente a folga social, que depende mais de responsabilização interna do grupo.
- B)Distribuir recompensas de grupo baseadas na exclusivamente na coletividade.
Errada, pois recompensas exclusivamente coletivas podem até aumentar a união, mas também podem esconder o desempenho individual e favorecer a folga social.
- C)Selecionar membros que não tenham costume de trabalhar em grupos.
Errada, porque escolher pessoas sem experiência em trabalho em grupo não é medida de controle da folga social e pode até piorar a dinâmica da equipe.
- D)Aumentar o número de funcionários selecionados para a equipe.
Errada, já que aumentar o tamanho da equipe tende a dificultar a identificação do esforço de cada um e pode ampliar a folga social.
- E)Institucionalizar o uso periódico de métodos de avaliação pelos pares.
Certa, porque a avaliação periódica pelos pares aumenta a visibilidade da contribuição individual e reduz o comportamento de “carona” no grupo.
Gabarito: E
Quando você trabalha em equipe, nem todo mundo entrega a mesma energia o tempo todo. Isso pode ser ótimo para trocar ideias, mas também abre espaço para a chamada folga social, que é quando alguém relaxa mais porque sabe que o esforço individual fica “diluído” no grupo. Em outras palavras: a pessoa se esconde um pouco atrás da equipe. Para reduzir esse problema, a gestão precisa aumentar a responsabilização individual dentro do trabalho coletivo. Uma forma clássica de fazer isso é avaliar os integrantes pelos próprios colegas, porque isso deixa mais visível quem realmente contribui e quem está só surfando na onda. Assim, cada membro percebe que seu desempenho não desaparece no meio do grupo. Por isso, a alternativa correta é a letra E. Institucionalizar avaliações periódicas pelos pares ajuda a identificar a participação de cada um, melhora o controle social dentro da equipe e desestimula o comportamento oportunista. A lógica é bem alinhada ao que a doutrina de comportamento organizacional descreve sobre reduzir a folga social com avaliação individualizada e responsabilização. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa ideia: quanto mais claro for o vínculo entre esforço individual e resultado, menor a chance de alguém “pegar carona” no trabalho alheio.