Uma gerente de certo órgão público recebeu uma tabela com os dados relativos ao tempo médio de espera, pelo público, de determinado documento emitido pelo órgão. Para analisar os dados recebidos, a gerente gostaria de fazer uso de uma ferramenta de gestão da qualidade e decidiu elaborar um histograma. São operações necessárias na elaboração de um histograma, entre outras:
- A)calcular a amplitude total dos dados; construir uma tabela de frequências;
Certa, porque a elaboração do histograma começa pela organização dos dados em classes e frequências, e a amplitude total ajuda a definir esses intervalos.
- B)calcular o desvio padrão da amostra; calcular o número de classes;
Errada, porque desvio padrão pode ser útil na análise dos dados, mas não é operação necessária para montar o histograma.
- C)identificar o padrão de dispersão dos dados; listar as categorias observadas em ordem decrescente de frequência;
Errada, porque ordenar categorias e identificar dispersão se relaciona mais com outras formas de análise gráfica, não com o passo a passo do histograma.
- D)listar as categorias observadas em ordem decrescente de frequência; calcular a frequência acumulada das categorias observadas;
Errada, porque frequência acumulada é mais associada à ogiva e a gráficos de distribuição acumulada, não ao histograma em si.
- E)determinar os limites das classes; calcular o desvio padrão da amostra.
Errada, porque definir limites de classes é relevante, mas o desvio padrão da amostra não é requisito para construir o histograma.
Gabarito: A
O histograma é uma ferramenta clássica de controle e análise da qualidade para dados quantitativos contínuos. A ideia é simples: você organiza os dados em classes, define os limites de cada classe e conta quantas observações caem em cada intervalo. Depois, desenha as barras de forma encostada, porque aqui o foco é mostrar a distribuição de frequências de uma variável numérica, e não categorias separadas como em um gráfico de barras comum. Em concursos, a banca gosta de cobrar justamente esse primeiro passo: preparar os dados para virar classes e frequências. Para montar um histograma, normalmente você começa calculando a amplitude total dos dados, isto é, a diferença entre o maior e o menor valor. Isso ajuda a definir quantas classes serão necessárias e qual será a largura de cada intervalo. Em seguida, você constrói uma tabela de frequências, com os intervalos e a quantidade de observações em cada um. Sem essa tabela, o histograma fica sem base. É o famoso caso de "primeiro arruma a casa, depois pendura o quadro". A alternativa A está correta porque traz exatamente etapas típicas da elaboração do histograma: calcular a amplitude total e construir a tabela de frequências. Já as outras opções misturam conceitos que pertencem a outras análises, como desvio padrão, frequência acumulada ou ordenação de categorias, que não são o centro da montagem do histograma. Em termos doutrinários de gestão da qualidade, o histograma é uma das sete ferramentas básicas da qualidade, muito usado para visualizar a variabilidade dos processos e identificar padrões de dispersão. Não há aqui uma lei específica, porque se trata de ferramenta gerencial e estatística aplicada à administração, e não de matéria legal.