A forma de operação interna de uma organização, com relação a práticas, relacionamentos e costumes adotados, é resultado de um elemento conhecido como cultura organizacional. Dada a relevância desse elemento, acadêmicos buscaram esmiuçá-lo, dividindo-o por níveis de profundidade. Nesse sentido, o seguinte nível da cultura organizacional é considerado mais íntimo, profundo e oculto:
- A)pressupostos básicos.
Certa, porque os pressupostos básicos são o nível mais profundo e inconsciente da cultura organizacional.
- B)valores compartilhados.
Errada, porque valores compartilhados são importantes, mas ficam em um nível intermediário, não no mais oculto.
- C)artefatos.
Errada, porque artefatos são os elementos mais visíveis da cultura, como símbolos, linguagem e ambiente físico.
- D)símbolos.
Errada, porque símbolos fazem parte da camada visível da cultura, não do nível mais profundo.
- E)rituais.
Errada, porque rituais são práticas observáveis e, portanto, pertencem ao nível externo da cultura organizacional.
Gabarito: A
Cultura organizacional é o jeito como a empresa funciona por dentro: o que ela valoriza, como as pessoas se comportam e quais práticas viram rotina. Para facilitar o estudo, os autores costumam dividir esse fenômeno em níveis, indo do que é mais visível até o que é mais profundo. É quase como uma cebola: por fora, você vê os sinais; no centro, está aquilo que realmente sustenta tudo. No modelo clássico de Edgar Schein, os três níveis da cultura organizacional são: artefatos, valores compartilhados e pressupostos básicos. Os artefatos são os elementos mais visíveis, como layout, linguagem, uniforme e cerimônias. Os valores compartilhados ficam no meio, porque expressam o que a organização diz que acredita e prioriza. Já os pressupostos básicos são crenças inconscientes, tomadas como verdades naturais pelos membros da organização. É por isso que o gabarito é a alternativa A. Os pressupostos básicos são o nível mais íntimo, profundo e oculto da cultura organizacional, porque não aparecem de forma explícita no dia a dia, mas orientam silenciosamente a percepção, o pensamento e a ação das pessoas. Em outras palavras: é o que a organização “acha normal” sem nem perceber que acha. Esse entendimento é doutrinário, principalmente associado a Schein, e é muito cobrado em Administração Geral. A banca gosta de testar se você consegue diferenciar o que é visível, o que é declarado e o que está realmente enraizado na cultura.