A gestão da qualidade é tarefa de fundamental importância no contexto econômico atual, podendo ser considerada um diferencial competitivo para as organizações em mercados competitivos. Devido a essa relevância, alguns estudiosos se preocuparam em desenvolver ferramentas para auxiliar os gestores nesse processo, sendo, o Diagrama de Ishikawa, um de seus exemplos. Assinale a alternativa que descreve a ferramenta conhecida como Diagrama de Ishikawa.
- A)Ciclo iterativo que percorre fases de planejamento, execução, checagem e correção visando a melhoria contínua.
Errada, porque descreve o ciclo PDCA, e não o Diagrama de Ishikawa.
- B)Representação esquematizada de modelo de processos sequenciais a serem executados na organização.
Errada, porque fluxograma representa etapas ou fluxo de processos, não causas e efeitos de um problema.
- C)Modelo estatístico que permite identificar correlações entre variáveis independentes.
Errada, porque se aproxima de um diagrama de dispersão ou análise estatística de correlação, e não de causa e efeito.
- D)Gráfico que sistematiza possíveis razões de determinado problema, auxiliando a identificar relações de causa e efeito.
Certa, porque o Diagrama de Ishikawa organiza possíveis causas de um problema para facilitar a análise de causa e efeito.
- E)Tabela que analisa aspectos específicos de problemas e realiza uma média ponderada para selecionar o prioritário.
Errada, porque descreve uma técnica de priorização ou comparação de critérios, não uma ferramenta de análise causal.
Gabarito: D
O Diagrama de Ishikawa, também chamado de diagrama de causa e efeito ou espinha de peixe, é uma ferramenta clássica da gestão da qualidade usada para organizar, de forma visual, as possíveis causas de um problema. A ideia é simples e muito útil: em vez de olhar só para o sintoma, você separa e classifica as causas para descobrir de onde vem a falha. Isso ajuda bastante na análise de problemas e na busca de melhorias contínuas. Na prática, o problema fica na “cabeça” do peixe, e as causas vão aparecendo nas “espinhas”, normalmente agrupadas por categorias como método, mão de obra, máquina, material, medição, meio ambiente e outras variações. Assim, a equipe consegue enxergar melhor a relação de causa e efeito e não fica só no famoso “acho que foi isso”. Por isso, o gabarito é a letra D: ela descreve exatamente um gráfico que sistematiza possíveis razões de determinado problema e auxilia a identificar relações de causa e efeito. É essa a função central do Diagrama de Ishikawa, muito cobrada em concursos quando a banca quer ver se você sabe diferenciar ferramentas de qualidade. Para não confundir: PDCA é ciclo de melhoria contínua, fluxograma mostra sequência de processos, dispersão trata correlação entre variáveis, e ferramentas de priorização como matriz ou tabela de decisão servem para escolher problemas ou ações. Aqui, o foco não é priorizar nem medir correlação, mas mapear causas de um efeito indesejado.