As formas de resolução de conflitos podem variar conforme as características pessoais dos envolvidos, dando origem a situações diferentes, a depender da abordagem. Considerando os estilos de resolução de conflitos, o funcionário público que, em meio a um desentendimento com um colega de trabalho, adota uma postura de pouca assertividade e não cooperativa, está adotando o estilo denominado
- A)competição.
Errada, porque competição exige alta assertividade e baixa cooperação, e não postura omissa diante do conflito.
- B)colaboração.
Errada, porque colaboração combina alta assertividade com alta cooperação, buscando solução conjunta.
- C)evitação.
Certa, porque evitação ocorre com baixa assertividade e baixa cooperação, com tendência a fugir do conflito.
- D)concessão.
Errada, porque concessão pressupõe maior cooperação e abertura para ceder parcialmente, não afastamento do problema.
- E)acomodação.
Errada, porque acomodação envolve baixa assertividade, mas alta cooperação, já que a pessoa cede ao outro.
Gabarito: C
Em gestão de conflitos, a ideia central é simples: a pessoa pode ser mais ou menos assertiva e mais ou menos cooperativa, e dessa combinação nascem os estilos clássicos de Thomas-Kilmann. Quando a assertividade é baixa e a cooperação também é baixa, a tendência é fugir do confronto, deixando o problema para depois. É o famoso estilo de evitação, que aparece quando o indivíduo prefere não entrar na disputa e não buscar solução imediata. Na questão, o enunciado diz que o funcionário adota postura de pouca assertividade e não cooperativa. Isso encaixa exatamente em evitação, porque a pessoa não enfrenta o conflito nem tenta atender aos interesses próprios ou aos do outro. Em vez de discutir, negociar ou ceder, ela simplesmente se afasta do impasse. Os outros estilos ajudam a fixar: competição = muita assertividade e pouca cooperação; colaboração = muita assertividade e muita cooperação; concessão e acomodação envolvem mais cooperação, mas com baixa a moderada assertividade. Então, se a banca fala em pouca assertividade e não cooperativo, pense logo em evitar a briga, não em vencê-la ou resolvê-la na conversa. Esse modelo é a base doutrinária mais cobrada em Administração, especialmente em questões de comportamento organizacional e gestão de pessoas. Não há um fundamento legal específico aqui, porque o tema é conceitual e comportamental.