Um grupo de jovens, preocupados com o agravamento do aquecimento global, decidiu criar uma ONG especializada em levar água potável a famílias que vivem em regiões de seca no Brasil. Em razão de suas atividades, a ONG precisa de uma estrutura que permita grande adaptabilidade, alto grau de responsabilidade coletiva e convergência de esforços. Com base no contexto apresentado, o modelo de departamentalização mais adequado para essa ONG é a
- A)geográfica.
Errada, porque a divisão geográfica organiza a entidade por regiões ou localidades, e o caso destaca mais a lógica de projeto e integração do que de território.
- B)funcional.
Errada, porque a departamentalização funcional separa por funções como RH, finanças e operação, o que tende a ser menos flexível para ações pontuais e integradas.
- C)por cliente.
Errada, porque a divisão por cliente foca em grupos de usuários ou públicos-alvo, mas o enunciado prioriza a execução de iniciativas com coordenação coletiva.
- D)por serviços.
Errada, porque a departamentalização por serviços se relaciona à natureza do serviço prestado, mas não resolve tão bem a necessidade de convergência de esforços em ações temporárias.
- E)por projetos.
Certa, porque a organização precisa trabalhar por iniciativas específicas, com alta adaptabilidade, cooperação entre áreas e foco em resultados.
Gabarito: E
A departamentalização é a forma de organizar pessoas e atividades dentro da estrutura da organização. Em prova, a banca costuma cobrar a lógica por trás de cada modelo: funcional, geográfica, por clientela, por serviços, por produtos e por projetos. A ideia é sempre simples: descobrir qual arranjo combina melhor com o tipo de trabalho que a instituição faz no dia a dia. No caso da ONG descrita, há necessidade de grande adaptabilidade, responsabilidade coletiva e convergência de esforços. Isso aponta para a departamentalização por projetos, porque o trabalho é temporário, voltado a objetivos específicos e exige integração entre diferentes áreas para entregar um resultado concreto. Em vez de cada setor agir isoladamente, a equipe se organiza em torno de missões, metas e entregas. Esse modelo é muito comum quando a organização lida com ações com começo, meio e fim bem definidos, como campanhas, obras, operações especiais ou programas sociais. Ele favorece flexibilidade e foco no resultado, o que combina muito com uma ONG que atua em regiões de seca e precisa montar respostas sob medida para cada situação. Por isso, o gabarito é a alternativa E. A lógica aqui não é dividir por território, por função administrativa ou por tipo de público, mas sim estruturar a ONG em torno de projetos específicos, com esforço coordenado e forte senso de responsabilidade compartilhada.