Uma empresa conhecida por possuir uma cultura considerada forte, tem como característica
- A)a alta taxa de turnover.
Errada, porque alta taxa de turnover indica instabilidade e fraqueza de vínculos organizacionais, não uma cultura forte.
- B)as greves frequentes.
Errada, pois greves frequentes sugerem conflito e insatisfação, e não a consolidação de valores compartilhados.
- C)a resistência a mudanças.
Certa, porque culturas fortes tendem a criar padrões muito arraigados, o que pode gerar resistência a mudanças.
- D)a baixa assiduidade.
Errada, já que baixa assiduidade aponta problema de comprometimento ou clima organizacional, não de força cultural.
- E)o comprometimento considerado insuficiente.
Errada, porque comprometimento insuficiente revela fragilidade na adesão dos membros à organização, e não cultura forte.
Gabarito: C
Em Administração, quando se fala em cultura organizacional forte, a ideia central é que os valores, crenças e comportamentos da empresa são amplamente compartilhados e orientam a conduta das pessoas quase como um “manual invisível” do dia a dia. Isso costuma gerar coesão interna, identidade e previsibilidade no jeito de trabalhar. Mas há um lado importante: cultura forte não significa, necessariamente, cultura flexível. Pelo contrário, quanto mais enraizados e compartilhados são os padrões, maior pode ser a dificuldade de aceitar mudanças rápidas, especialmente se elas contrariem hábitos já consolidados. Por isso, o gabarito é a letra C. A resistência a mudanças é uma característica frequentemente associada a culturas fortes, porque os membros da organização tendem a defender a forma tradicional de agir. Em termos doutrinários de Administração, isso é um efeito clássico de culturas intensas e bem internalizadas. As demais alternativas apontam sinais de disfunção organizacional ou de problemas de gestão de pessoas, mas não definem, por si só, uma cultura forte. FGV costuma cobrar exatamente essa associação: cultura forte como sinônimo de identidade, coesão e, às vezes, rigidez.