O chefe de departamento que, para alcançar seus objetivos organizacionais, comanda seus subordinados por meio de ameaças e punições frequentes, exerce um poder do tipo
- A)legítimo.
Errada, porque poder legítimo vem do cargo ou da autoridade formal, e não de ameaças ou punições.
- B)de competência.
Errada, porque poder de competência depende do conhecimento técnico ou expertise, não da coerção.
- C)informacional.
Errada, porque poder informacional decorre do controle ou uso estratégico da informação, não de sanções.
- D)coercitivo.
Certa, porque o poder coercitivo se baseia em ameaças, punições e medo de consequências negativas.
- E)pessoal.
Errada, porque poder pessoal costuma se associar a carisma, admiração ou identificação, não a intimidação.
Gabarito: D
Na abordagem comportamental da Administração, a ideia central é entender como o comportamento das pessoas influencia os resultados da organização. Dentro desse tema, French e Raven ficaram famosos por classificar as bases de poder do chefe sobre os subordinados. Cada base mostra de onde vem a influência: do cargo, do conhecimento, do carisma, da informação ou da capacidade de punir. Quando o enunciado diz que o chefe comanda por meio de ameaças e punições frequentes, a pista é bem direta: ele está usando poder coercitivo. É o poder que faz o subordinado obedecer por medo de sofrer consequências negativas, como advertências, cortes de benefícios, sanções ou outras punições. Em resumo: não convenceu, pressionou. Esse tipo de poder é o oposto de uma liderança baseada em admiração, conhecimento ou confiança. Ele até pode gerar obediência imediata, mas costuma produzir resistência, clima ruim e dependência do medo. Em provas, sempre que aparecer a ideia de ameaça, punição ou coerção, pense em poder coercitivo, sem inventar moda. Por isso, o gabarito é a letra D. As demais alternativas tratam de outras fontes de influência, mas nenhuma delas combina com a lógica de ameaçar e punir para obter resultados.