Uma organização constatou que existe grande desperdício de recursos e pouca eficiência em seus processos internos. Assim, a direção decidiu aprimorar o controle no nível operacional com uso de indicadores. Para tal, seria, entre outros, um indicador adequado:
- A)alavancagem financeira;
Errada, porque alavancagem financeira é um indicador de estrutura de capital e risco financeiro, não de eficiência operacional.
- B)liquidez corrente;
Errada, porque liquidez corrente mede capacidade de pagamento de curto prazo, e não o desempenho dos processos internos.
- C)número total de empregados;
Errada, porque o número total de empregados é apenas uma informação quantitativa de pessoal, sem medir eficiência ou desperdício.
- D)participação no mercado;
Errada, porque participação no mercado é um indicador estratégico e competitivo, não um indicador de controle operacional.
- E)índice de retrabalho.
Certa, porque o índice de retrabalho mede falhas e refações no processo, sendo um indicador direto de eficiência operacional e desperdício.
Gabarito: E
Na Abordagem Neoclássica, a administração ganha um foco bem prático: planejar, organizar, dirigir e controlar com ênfase em resultados. E, quando a organização percebe desperdício e baixa eficiência, o controle precisa descer para o nível operacional, onde os processos acontecem de verdade. Aí entram indicadores que medem qualidade, produtividade e retrabalho, porque o problema não é financeiro no topo, mas operacional na base. O controle operacional olha o que está acontecendo no dia a dia: erros, falhas, refações, tempo perdido, desperdício de materiais e esforço. Por isso, um bom indicador nesse caso é o índice de retrabalho, que mostra quantas vezes uma atividade precisa ser refeita por defeito, falha ou inadequação. Se o retrabalho sobe, a eficiência cai e o custo escondido aparece - aquela conta que a empresa sente no caixa, mesmo sem perceber de primeira. Já indicadores como liquidez corrente, alavancagem financeira e participação no mercado são úteis, mas em outro nível de análise. Eles falam mais de finanças, estrutura de capital ou posição competitiva da organização, não do controle direto dos processos internos. Número total de empregados também não mede eficiência operacional por si só, porque quantidade de gente não diz se o processo está bom ou ruim. Então, o gabarito é o índice de retrabalho, pois ele é um indicador diretamente ligado ao controle operacional e à busca de redução de desperdícios. Essa lógica é bem alinhada com a visão neoclássica de que controlar é comparar o desempenho real com o esperado e corrigir desvios com base em medidas objetivas.