A área financeira de uma organização está enfrentando problemas em seus processos internos, como erros nos pagamentos a fornecedores e nos registros da tesouraria. O diretor da área considera que seria importante adotar controles preventivos e controles posteriores, a fim de evitar que os problemas continuem. São formas de controle preventivo e posterior, respectivamente:
- A)supervisão direta; auditoria;
Errada: supervisão direta é um controle mais imediato e operacional, mas auditoria é tipicamente um controle posterior, não o par preventivo pedido.
- B)estabelecimento de limites de alçada; testes de seleção de recursos humanos;
Errada: estabelecimento de limites de alçada é preventivo, mas testes de seleção de recursos humanos não representam, aqui, um controle posterior sobre pagamentos e tesouraria.
- C)definição de regras para autorização de pagamentos; demonstrativos financeiros;
Certa: regras para autorização de pagamentos evitam falhas antes da ocorrência, e demonstrativos financeiros permitem conferência e detecção posterior de inconsistências.
- D)avaliação de desempenho dos funcionários; relatórios de resultado contábil;
Errada: avaliação de desempenho e relatórios de resultado contábil são instrumentos de acompanhamento, mas não formam a dupla correta de controle preventivo e posterior no contexto financeiro descrito.
- E)balanced scorecard; inspeção de matérias-primas e insumos.
Errada: balanced scorecard é ferramenta de gestão e monitoramento estratégico, e inspeção de matérias-primas se relaciona mais à área operacional, não ao problema financeiro narrado.
Gabarito: C
Em controles internos, uma forma prática de pensar é separar o que evita o erro antes que ele aconteça e o que serve para conferir depois se tudo saiu certo. Os controles preventivos são aqueles que barram ou reduzem a chance de falhas, fraudes e desvios na origem, como regras, limites, autorizações e segregação de funções. Já os controles posteriores atuam depois do fato, examinando registros, documentos e resultados para identificar inconsistências e corrigir rumos. No caso da área financeira, se há erros em pagamentos a fornecedores e nos registros da tesouraria, faz sentido começar com uma regra clara de autorização de pagamentos. Isso é preventivo porque organiza quem pode aprovar, até que valor e em quais condições, reduzindo a chance de pagamento indevido ou duplicado. É o clássico controle que evita o problema antes de ele aparecer na contabilidade. Em seguida, os demonstrativos financeiros funcionam como controle posterior, porque mostram o que aconteceu na prática e permitem comparar saldos, fluxos e resultados com o que era esperado. Eles ajudam a detectar divergências, erros de registro e sinais de falha no processo. Ou seja, primeiro você cria a trava, depois você confere o estrago - ou a falta dele. Por isso, a alternativa C está correta: definição de regras para autorização de pagamentos é um controle preventivo, e demonstrativos financeiros são um controle posterior. Em termos doutrinários de controle interno, essa é a lógica da prevenção na origem e da verificação a posteriori.