A Administração por Objetivos (APO) é uma importante ferramenta de planejamento, desenvolvida com o intuito de envolver todos os membros da organização na definição dos objetivos. Entretanto, algumas desvantagens ou dificuldades na aplicação da ferramenta limitaram sua difusão e continuidade de uso. Assinale a opção que pode ser apontada como uma das principais dificuldades no uso dessa ferramenta.
- A)O foco dos esforços no curto prazo, em detrimento ao longo prazo.
Correta: uma crítica clássica da APO é privilegiar metas de curto prazo, enfraquecendo a visão de longo prazo.
- B)O desestímulo causado aos funcionários devido ao aumento de responsabilidades.
Errada: a APO busca envolver e responsabilizar pessoas, não desestimulá-las por definição.
- C)A dificuldade de discriminar as responsabilidades e autoridades.
Errada: a APO costuma exigir clareza de responsabilidades e objetivos, não dificultá-la.
- D)A perda da capacidade de resposta às alterações do ambiente externo.
Errada: a APO não gera, como característica central, perda de capacidade de resposta ao ambiente externo.
- E)A impossibilidade de estabelecer medidas de desempenho.
Errada: a APO depende justamente de metas e indicadores para permitir a avaliação de desempenho.
Gabarito: A
A Administração por Objetivos (APO), popularizada por Peter Drucker, parte da ideia de alinhar os objetivos da organização e das pessoas, com metas claras, acompanhamento e avaliação de resultados. Na prática, ela ajuda a dar direção, engajar equipes e medir desempenho com mais objetividade. Parece ótimo no papel, e muitas vezes é mesmo. O problema é que a APO pode virar uma corrida por metas imediatas. Como o sistema costuma cobrar resultados bem definidos em períodos curtos, acaba estimulando o foco no curto prazo, às vezes deixando o planejamento de longo prazo em segundo plano. É como organizar a vida inteira pensando só na prova de amanhã: resolve um pedaço, mas não constrói o todo. Por isso o gabarito é a letra A. Entre as dificuldades clássicas da APO estão justamente a tendência de concentrar os esforços em resultados imediatos, a rigidez do processo e a redução da visão estratégica mais ampla. Em muitas abordagens doutrinárias de Administração Geral, essa limitação aparece como uma das principais críticas ao modelo. As demais alternativas trazem efeitos que não são a crítica típica da APO. A ferramenta não elimina medidas de desempenho nem impede a definição de responsabilidades; ao contrário, ela até reforça esses pontos. Também não se caracteriza por desestimular funcionários por aumentar responsabilidades, embora isso possa ocorrer em casos de má implementação.