Em um órgão público, uma equipe de auditores é formada por profissionais experientes, capacitados e motivados para realizar suas atribuições. Nessas condições, segundo a teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard, o estilo mais eficaz de liderança seria:
- A)transacional;
Errada: o estilo transacional foca troca de desempenho por recompensas, não é a resposta típica da teoria situacional de Hersey e Blanchard.
- B)participativo;
Errada: o estilo participativo combina mais com equipes que já têm alguma maturidade, mas ainda precisam de apoio, e não com o nível máximo de autonomia descrito no enunciado.
- C)persuasivo;
Errada: o estilo persuasivo é mais indicado quando a equipe ainda precisa ser convencida e desenvolvida, não quando já está plenamente capacitada e motivada.
- D)diretivo;
Errada: o estilo diretivo é próprio para equipes com pouca prontidão, que exigem instruções claras e supervisão mais próxima.
- E)delegador.
Certa: equipes experientes, capacitadas e motivadas apresentam alta prontidão, o que pede liderança delegadora, com pouca direção e pouca intervenção.
Gabarito: E
Na teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard, o ponto central é simples: não existe um estilo único que sirva para todo mundo o tempo todo. O líder ajusta sua postura conforme o nível de maturidade ou prontidão da equipe, isto é, a capacidade e a disposição das pessoas para executar a tarefa. Em outras palavras, liderança boa é liderança que se adapta, sem sofrer de teimosia administrativa. Quando a equipe tem alta competência, experiência e motivação, ela já precisa de pouca direção e de pouco apoio. Nesse cenário, o líder pode reduzir ao máximo a supervisão e até transferir a responsabilidade pela execução para o próprio grupo. É exatamente essa a lógica do estilo delegador, que combina com equipes maduras e autônomas. Por isso, o gabarito é a letra E. Se os auditores são experientes, capacitados e motivados, o líder não precisa ficar comandando passo a passo nem “pegando no colo”. Ele delega, confia e acompanha de forma mais distante, interferindo só quando necessário. Vale lembrar a sequência clássica da teoria: diretivo para quem tem baixa competência e baixa disposição, persuasivo quando ainda falta habilidade, mas a motivação existe, participativo quando a equipe já evoluiu e precisa mais de apoio do que de ordens, e delegador quando a maturidade é alta. A lógica doutrinária é exatamente essa, muito cobrada em concursos.