Determinada organização possui, como característica, a alocação de profissionais em cargos de chefia de acordo com o contexto, após uma análise do perfil de cada funcionário. Por exemplo, em setores em que as condições são extremas e desfavoráveis, utiliza-se o profissional com características orientadas para tarefa, em detrimento daqueles mais focados nos relacionamentos. Analisando a situação dessa organização à luz dos conceitos de liderança, é correto afirmar que essa política se fundamenta nas teorias
- A)contingenciais.
Correta, porque a escolha do líder depende do contexto e da adequação do perfil às परिस्थितâncias da situação.
- B)emergentes.
Errada, porque teorias emergentes não explicam essa seleção por adequação situacional de chefia.
- C)transacionais.
Errada, porque liderança transacional se baseia em troca, recompensa e controle, não na adaptação ao contexto.
- D)transformacionais.
Errada, porque liderança transformacional foca inspiração, परिवर्तनação e visão, e não a escolha do líder conforme a situação.
- E)dos traços de personalidade.
Errada, porque teorias dos traços tentam identificar características pessoais fixas, não a relação entre perfil e contexto.
Gabarito: A
A questão trata das teorias contingenciais da liderança, que dizem uma coisa bem intuitiva: não existe um estilo de líder perfeito para toda e qualquer situação. O que funciona em um contexto pode falhar em outro, então a escolha da pessoa para o cargo de chefia deve considerar o ambiente, a tarefa e o perfil dos subordinados. É exatamente isso que o enunciado descreve. A organização aloca profissionais em cargos de chefia conforme o contexto, após analisar o perfil de cada funcionário. Em cenários extremos e desfavoráveis, prefere quem tem foco em tarefa, e não necessariamente quem se destaca no relacionamento. Essa lógica é típica da visão contingencial, especialmente de autores como Fiedler, que associam a eficácia da liderança à adequação entre estilo do líder e favorabilidade da situação. Em outras palavras, a organização não está escolhendo chefes por “carisma”, nem por um conjunto fixo de traços de personalidade. Ela está fazendo um ajuste fino entre pessoa e ambiente. É liderança sob medida, não liderança de tamanho único. FGV adora esse tipo de leitura contextual. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As teorias contingenciais explicam que o desempenho do líder depende da situação, e a decisão da organização de variar o perfil de liderança conforme o contexto encaixa perfeitamente nessa ideia.