As estruturas organizacionais são delineadas de acordo com os objetivos e as estratégias estabelecidas pela organização, sendo uma ferramenta elementar para garantir minimamente sua eficiência. Em termos operacionais, a estrutura é desdobrada por meio de sua departamentalização, ou seja, pelo agrupamento das atividades e de seus respectivos recursos humanos, a partir de critérios específicos que sirvam aos propósitos da organização. Existem algumas formas para a empresa departamentalizar as suas atividades e, em específico, uma delas indica que as atividades e as pessoas recebem atribuições temporárias, ou seja, terminadas as tarefas, o pessoal é deslocado para outras atividades e/ou departamentos. Estamos nos referindo a:
- A)Departamentalização por quantidade.
Errada, porque departamentalização por quantidade organiza pessoas pelo número de trabalhadores, não por atribuições temporárias.
- B)Departamentalização por produtos ou serviços.
Errada, porque por produtos ou serviços agrupa atividades conforme a linha de produto ou serviço, sem essa característica de passagem temporária de pessoas entre tarefas.
- C)Departamentalização matricial.
Errada, porque a estrutura matricial combina duas linhas de autoridade, mas a questão descreve claramente uma lógica de alocação temporária típica de projetos.
- D)Departamentalização por projetos.
Certa, porque em projetos as atividades e os recursos humanos são alocados de forma temporária até a entrega do resultado.
- E)Departamentalização por processos.
Errada, porque por processos agrupa etapas sequenciais de produção ou trabalho, e não equipes temporárias para missões específicas.
Gabarito: D
Na departamentalização, a organização separa as atividades em unidades para ganhar coordenação, controle e eficiência. O critério escolhido depende do objetivo: pode ser por função, produto, processo, região, clientes ou projetos. Ou seja, a estrutura não nasce por acaso, ela é desenhada para servir a estratégia da empresa. A pista da questão está em uma característica bem marcante: atividades e pessoas recebem atribuições temporárias. Terminou o trabalho, acabou a missão, e a equipe segue para outra frente. Isso é típico da departamentalização por projetos, porque cada projeto tem começo, meio e fim, com equipe montada para entregar um resultado específico. Aqui vale o contraste: em estruturas mais permanentes, o vínculo do setor com suas tarefas é estável; já nos projetos, a lógica é transitória e flexível. Esse modelo é muito comum em organizações que lidam com entregas únicas ou complexas, como obras, desenvolvimento de sistemas e consultorias. Por isso, o gabarito é a letra D. A ideia central da questão é a transitoriedade das atribuições, exatamente a marca da departamentalização por projetos, conforme a doutrina clássica de Administração, como Chiavenato, ao tratar das formas de agrupamento organizacional.