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Administração Geral · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Administração Geral

Considere que certa escola de governo implementou um programa de formação continuada para servidores públicos, com o objetivo de melhorar competências técnicas e comportamentais. O projeto busca avaliar tanto o aumento na eficiência de processos e redução de erros administrativos quanto às mudanças na percepção dos servidores em relação à sua capacitação e impacto no clima organizacional. Diante do desafio de planejar essa avaliação, é necessário selecionar instrumentos e abordagens metodológicas que respondam de forma integrada às demandas do projeto. Considerando os objetivos do programa e os desafios descritos, a estratégia será:

Gabarito: E

Quando o enunciado fala em avaliar, ao mesmo tempo, resultados “duros” do programa e efeitos mais subjetivos, a palavra-chave é integração. Não basta olhar só números, nem só percepção: você precisa medir desempenho e também entender como os servidores enxergaram a formação e seus impactos no ambiente de trabalho. Em gestão estratégica, isso é bem comum em avaliação de programas, projetos e políticas públicas: os resultados costumam aparecer em mais de uma camada. Por isso, a melhor escolha é uma abordagem mista. Os questionários com perguntas fechadas ajudam a quantificar mudanças, comparar unidades e observar tendências com mais objetividade. Já as entrevistas semiestruturadas abrem espaço para captar percepções, nuances e explicações que os números sozinhos não contam. Juntar os dois instrumentos melhora a qualidade da análise e permite triangulação de dados, isto é, cruzar fontes para dar mais consistência às conclusões. O gabarito é a letra E porque ela casa exatamente com o objetivo descrito: medir eficiência, redução de erros, percepção dos servidores e impacto no clima organizacional. Se você usa só um tipo de dado, corre o risco de enxergar apenas metade do filme. A banca quer que você perceba que o desenho da avaliação precisa ser coerente com a complexidade do programa. Em termos metodológicos, isso conversa com a lógica de avaliação de programas e com a triangulação, muito usada em pesquisa aplicada e em avaliação de políticas públicas. Não é só “contar” nem só “ouvir”, é combinar as duas coisas para responder melhor à pergunta da gestão.

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