São três os principais desafios comungados por qualquer organização contemporânea, dentre elas a Hemobrás: melhorar seus resultados; manter esses resultados; e melhorar, de forma geral, continuamente. No enfretamento de quaisquer desses desafios, a Hemobrás poderá se utilizar da Metodologia de Análise e Solução de Problemas (MASP), que é uma forma estruturada de analisar e solucionar problemas da rotina diária das organizações, também conhecida como QC Story, oriunda do movimento da Qualidade Total no Japão. A respeito da MASP, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Completado o ciclo de melhoria de processos e padronizada a rotina, a MASP não poderá ser novamente utilizada quando da necessidade de solução de novos problemas que possam vir a acometer o processo padronizado adotado pela empresa. ( ) Para melhoria dos resultados, é possível se utilizar da MASP para resolução de problemas atuais de processos de trabalho rotineiros, padronizando-os para manter estáveis e confiáveis os seus resultados, independentemente das pessoas que os executam, garantindo sempre a mesma qualidade na entrega do serviço ou produto ao destinatário final. ( ) A aplicação da MASP pode ser utilizada para definir rotinas expressas para execução dos trabalhos de produção de medicamentos hemoderivados, como forma de promover não apenas a entrega de produtos com a mesma qualidade, mas, principalmente, garantir a aprendizagem face a possíveis movimentações dos cargos. A sequência está correta em
- A)F, V, V.
Certa, porque a primeira é falsa e a segunda e a terceira são verdadeiras.
- B)V, F, V.
Errada, porque inverte a avaliação das afirmativas e trata como falsa uma proposição que está correta.
- C)V, V, F.
Errada, porque a segunda e a terceira são verdadeiras, então não pode haver essa sequência.
- D)F, F, F.
Errada, porque há afirmativas verdadeiras na lista, especialmente as ligadas à padronização e à melhoria contínua.
Gabarito: A
A MASP, também chamada de QC Story, é um método estruturado para atacar problemas do dia a dia com lógica, dados e padronização. Ela não serve só para “apagar incêndio”: depois de resolver o problema, a ideia é estabilizar a rotina, criar padrão e evitar que a falha volte a aparecer. Se surgir um novo problema no mesmo processo, a MASP pode e deve ser usada de novo, porque melhoria contínua é justamente esse ciclo sem fim de identificar, corrigir e padronizar. Na segunda afirmativa, a lógica está correta: a MASP pode ser usada para resolver problemas atuais de processos rotineiros e, ao final, padronizar a melhor forma de executar a tarefa. Isso ajuda a manter resultados estáveis, reduz a dependência de quem está na operação e melhora a confiabilidade da entrega. Em outras palavras, não é a pessoa que “faz milagre”; é o processo que passa a funcionar bem. A terceira afirmativa também está correta porque a padronização gerada pela MASP facilita o aprendizado e a continuidade do trabalho, especialmente quando há movimentação de pessoal. Em ambientes como produção de medicamentos hemoderivados, onde qualidade e segurança pesam muito, rotinas claras ajudam a preservar o padrão e a treinar novos ocupantes do cargo sem reinventar a roda toda hora. Já a primeira afirmativa está errada porque a MASP não fica “proibida” depois de um ciclo concluído. Pelo contrário: ela é uma ferramenta de melhoria contínua, muito associada ao PDCA e ao pensamento da Qualidade Total. Terminou um problema? Ótimo. Amanhã aparece outro? A MASP entra em cena de novo.