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Administração Geral · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Administração Geral

Uma empresa de médio porte está avaliando a criação de um plano de gerenciamento de riscos corporativos. Durante uma reunião, o gestor propõe que o apetite ao risco seja alto em todas as áreas, visando maior agressividade nos investimentos. De acordo com o COSO ERM 2017, qual deve ser a abordagem correta para determinar o apetite ao risco?

Gabarito: C

No COSO ERM 2017, o apetite ao risco não é um número mágico único jogado sobre a empresa inteira como se todas as áreas fossem iguais. A lógica do modelo é ligar risco e estratégia: primeiro você entende quais objetivos a organização quer alcançar e, depois, define quanto risco está disposta a aceitar para cada objetivo, processo ou unidade relevante. Por isso, o apetite ao risco pode variar conforme a área, a atividade e o tipo de decisão. Um setor mais inovador pode aceitar mais risco para buscar crescimento, enquanto uma área mais crítica para conformidade ou continuidade deve ter limites bem mais conservadores. Faz sentido, né? A empresa não vai tratar a tesouraria, a operação e o compliance como se fossem a mesma coisa. O COSO ERM 2017 destaca justamente esse alinhamento entre apetite ao risco, estratégia e desempenho. Ou seja, o apetite deve ser definido de forma consistente com os objetivos estratégicos e desdobrado conforme o contexto de cada parte da organização, para orientar decisões melhores e mais coerentes. Assim, a alternativa C está correta porque reconhece a necessidade de um apetite ao risco individualizado por áreas, sempre conectado aos objetivos estratégicos. Isso evita generalizações grosseiras e torna a gestão de riscos realmente útil, em vez de virar um slogan corporativo bonito na apresentação.

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