Uma organização decidiu adotar um modelo de liderança transformacional para promover um ambiente de trabalho mais colaborativo e inovador. No entanto, alguns líderes ainda utilizam abordagens autocráticas, resultando em desmotivação e resistência entre os servidores. Essa disparidade entre as expectativas da administração e a prática diária dos líderes compromete a eficácia do modelo desejado e gera um clima de insatisfação. A estratégia mais eficaz para a administração garantir a implementação bem-sucedida do modelo de liderança transformacional é:
- A)Impor a nova abordagem de liderança sem considerar o feedback dos líderes, pois isso pode gerar confusão e resistência.
Errada, porque impor sem ouvir ou envolver os líderes tende a aumentar a resistência e enfraquecer a adesão ao novo modelo.
- B)Promover um programa de mentoria, em que líderes mais experientes possam guiar os novos líderes na adoção do modelo transformacional.
Certa, pois a mentoria apoia a mudança de व्यवहार, ajuda na internalização do modelo transformacional e reduz a distância entre discurso e prática.
- C)Realizar treinamentos obrigatórios para todos os líderes, focando apenas em técnicas de motivação, não considerando o estilo de liderança atual.
Errada, porque treinamento apenas em motivação, sem considerar o estilo atual e sem acompanhar a mudança de comportamento, é insuficiente.
- D)Esperar que os líderes se adaptem naturalmente ao novo modelo, sem intervenções, pois a mudança é parte do processo de evolução organizacional.
Errada, porque esperar adaptação natural sem intervenção ignora a necessidade de condução ativa da mudança organizacional.
- E)Realizar avaliações de desempenho dos líderes com base em sua adesão ao modelo transformacional, promovendo consequências para aqueles que não se adaptarem.
Errada, porque avaliação e consequência podem até cobrar resultados, mas não garantem a implementação bem-sucedida do modelo nem desenvolvem a mudança desejada.
Gabarito: B
A liderança transformacional busca inspirar, engajar e desenvolver as pessoas, criando um ambiente em que a equipe compra a ideia e não apenas cumpre ordens. Em vez de comando seco e controle rígido, ela trabalha com visão, exemplo, estímulo intelectual e valorização do servidor. É o famoso “faça junto e faça sentido”, não o “faça porque eu mandei”. Na prática, não adianta a alta administração querer um modelo moderno se os líderes do dia a dia continuam presos ao estilo autocrático. Quando isso acontece, surge resistência, queda de motivação e um clima de desconfiança. Ou seja, a mudança existe no papel, mas não chega na rotina, e aí a estratégia desanda. Por isso, a melhor saída é apoiar a transição com desenvolvimento gerencial. A mentoria é especialmente eficiente porque permite que líderes com mais experiência ajudem os demais a internalizar o novo modelo, corrigindo comportamentos, mostrando exemplos concretos e reduzindo a resistência à mudança. Isso é bem alinhado com a lógica de gestão da mudança e desenvolvimento de lideranças na administração contemporânea. A letra B está correta porque não basta impor ou esperar que o estilo transforme sozinho. É preciso condução, apoio e aprendizado prático para que os líderes passem a agir de acordo com a cultura desejada. Em resumo: liderança transformacional não nasce no grito, mas na formação consistente de quem lidera.