Considere que um órgão do Poder Judiciário enfrentava uma grande sobrecarga no volume de processos, especialmente devido ao aumento de demandas relacionadas a casos digitais e novas leis que exigiam uma resposta mais ágil e eficiente. Para iniciar a transformação, o Presidente e os demais membros da alta administração do citado órgão promoveram as seguintes ações para mudar a cultura organizacional: empoderamento dos servidores para que pudessem tomar decisões mais rápidas sobre processos e recursos; estímulo ao intraempreendedorismo; e implementação de soluções inovadoras e monitoramento do ambiente externo. Considerando as ações implementadas, qual tipo de cultura organizacional os gestores buscaram implementar?
- A)De clã.
Cultura de clã enfatiza colaboração, coesão e ambiente familiar, não a resposta ágil a pressões externas.
- B)Instintiva.
Instintiva não é um tipo clássico de cultura organizacional em Administração e não corresponde ao caso narrado.
- C)De missão.
Cultura de missão foca resultados e objetivos claros, mas o enunciado destaca inovação, flexibilidade e adaptação ao ambiente.
- D)Adaptativa.
É a alternativa correta, pois descreve uma cultura voltada à adaptação, inovação e monitoramento do ambiente externo.
- E)Burocrática.
Cultura burocrática prioriza regras, padronização e formalismo, o que é o oposto da agilidade buscada no caso.
Gabarito: D
A questão descreve uma organização que precisava reagir rápido a mudanças externas, como aumento de demandas digitais e novas leis. Nesses casos, a cultura organizacional deixa de ser aquela mais engessada e passa a valorizar flexibilidade, inovação e capacidade de resposta. É o típico cenário em que o órgão precisa sair do modo "carimbo e fila" e entrar no modo "vamos resolver". A cultura adaptativa é justamente a que incentiva o monitoramento do ambiente externo, a busca de soluções inovadoras e a disposição para ajustar processos com agilidade. Ela aparece muito associada à ideia de organização voltada para aprendizado e mudança contínua, com liderança estimulando autonomia e iniciativa dos servidores. O enunciado foi bem generoso nos sinais: empoderamento para decisões rápidas, intraempreendedorismo e implementação de soluções inovadoras. Tudo isso aponta para uma cultura que valoriza adaptação ao contexto e resposta estratégica às pressões do ambiente. Ou seja, a alta administração quis criar uma organização mais flexível e responsiva. Por isso, o gabarito é a letra D. Em termos doutrinários, isso se conecta aos modelos de cultura que priorizam inovação e adaptação ao ambiente externo, em contraste com culturas mais hierárquicas e estáveis. Em órgãos públicos, essa mudança costuma ser associada à modernização da gestão e à melhoria da prestação do serviço.