As decisões sobre a amplitude de controle, de forma geral, apresentam duas possibilidades principais: estrutura achatada e estrutura aguda. Essas possibilidades se apresentam em casos de crescimento da organização e de mudança da estrutura organizacional. São considerados fatores que afetam a eficácia da amplitude de controle, EXCETO:
- A)Participação no mercado.
Errada, porque participação no mercado é indicador estratégico da empresa, não fator clássico que afeta a amplitude de controle.
- B)Proximidade dos subordinados.
Certa, pois quanto mais próximos estiverem os subordinados, mais fácil tende a ser a supervisão.
- C)Similaridade das funções supervisionadas.
Certa, porque funções semelhantes facilitam o controle e permitem ampliar a faixa de supervisão.
- D)Direção e controle requeridos pelos subordinados.
Certa, já que subordinados que exigem mais direção e controle reduzem a amplitude de controle.
Gabarito: A
A amplitude de controle indica quantos subordinados um gestor consegue supervisionar com eficiência. Em termos simples, ela ajuda a definir se a estrutura organizacional fica mais achatada, com poucos níveis hierárquicos e muitos subordinados por chefe, ou mais aguda, com vários níveis e poucos subordinados por gestor. A literatura de Administração costuma apontar que a eficácia da amplitude de controle depende de fatores como a proximidade física dos subordinados, a similaridade das tarefas supervisionadas, o grau de direção e controle exigido, além da capacidade do superior e da complexidade do trabalho. Quando as atividades são parecidas e a supervisão é menos intensa, o gestor consegue acompanhar mais gente sem perder eficiência. Já a participação no mercado não é um fator clássico da amplitude de controle. Isso é uma variável de desempenho ou posição competitiva da organização, não um elemento que determine diretamente quantos subordinados um chefe consegue supervisionar. Por isso, a banca colocou essa alternativa como exceção. Em resumo: a questão mistura um conceito de desenho organizacional com um indicador estratégico. Se a ideia é controlar melhor a equipe, o foco está na natureza do trabalho e na supervisão necessária, não na fatia de mercado da empresa.