Uma empresa, considerando a flexibilização de fronteiras e o crescente processo de globalização, propôs a reorganização de sua estrutura organizacional, de forma que o uso das tecnologias da informação e comunicação possibilite algumas características, menor relevância das fronteiras de tempo, do espaço geográfico e das unidades organizacionais; compartilhamento de custos, habilidades e acesso aos mercados; ampliação da flexibilidade e agilidade de respostas entre todos que participam deste tipo de estrutura; excelência no desempenho a partir do compartilhamento de competências; e, maior dinâmica e menor tempo de resposta às mudanças nas condições de mercado. Considerando as informações apresentadas, conclui-se que a empresa propôs a adoção de uma estrutura:
- A)Matricial.
Errada, porque a estrutura matricial se caracteriza pela dupla subordinação e pela combinação de critérios funcionais e por projetos, o que não é o foco do enunciado.
- B)Divisional.
Errada, porque a estrutura divisional organiza a empresa por produtos, mercados, regiões ou clientes, mas não destaca a flexibilização por rede e o compartilhamento amplo de recursos.
- C)Horizontal.
Errada, porque a estrutura horizontal reduz níveis hierárquicos e aproxima processos, mas o enunciado aponta principalmente para integração por tecnologia e relações em rede.
- D)Em rede virtual.
Certa, porque a estrutura em rede virtual usa tecnologia para reduzir fronteiras, compartilhar competências e aumentar flexibilidade, agilidade e resposta ao mercado.
Gabarito: D
A questão trata das formas estruturais que surgem com a globalização e com o uso intenso da tecnologia da informação. Quando a organização precisa reduzir barreiras de tempo, espaço e hierarquia, ela tende a adotar modelos mais flexíveis, com menos amarras internas e mais capacidade de resposta ao mercado. Nesse cenário, a estrutura em rede virtual aparece como a cara da modernidade organizacional: equipes, parceiros e unidades conectados por tecnologia, compartilhando recursos e competências. A lógica da rede virtual é exatamente essa: as fronteiras ficam mais leves, os custos e habilidades podem ser compartilhados, e a empresa ganha agilidade para mudar de rota sem ficar presa a um organograma pesado. Em vez de uma estrutura rígida, você tem uma articulação entre diferentes participantes, com foco em desempenho, rapidez e adaptação. É quase como montar um time que se reorganiza conforme o jogo exige. Por isso, o gabarito é a letra D. A descrição do enunciado bate ponto por ponto com a estrutura em rede virtual: menor relevância das fronteiras, compartilhamento de custos e competências, flexibilidade, agilidade e resposta rápida às mudanças do mercado. Isso é bem característico da abordagem estruturalista quando estuda formas organizacionais mais adaptadas ao ambiente externo. Para não confundir: estrutura matricial mistura duas linhas de autoridade, a divisional separa a empresa por produtos, regiões ou clientes, e a horizontal achata níveis hierárquicos para dar mais fluidez interna. Aqui, porém, o foco não é só achatamento ou dupla chefia, mas a ideia de conexão entre atores e uso da tecnologia para integrar tudo. É a rede virtual mesma, sem mistério.