Resistência é tudo aquilo que provoca atrasos; custos; e, instabilidades inesperadas no processo de mudança estratégica. A observação sobre o processo de planejamento estratégico e sua aceitação no ambiente onde será inserido possibilita a colheita de ensinamentos como: I. A resistência ao planejamento é um fenômeno superficial; ela tem uma lógica própria, e não pode ser eliminada simplesmente com exortações dos altos administradores. II. A implantação de estratégias estabelecidas não segue automaticamente à sua elaboração, ela enfrentará sua própria resistência, que pode invalidar o esforço do planejamento. III. O tratamento do planejamento estratégico e da implantação de estratégias como dois processos sequenciais e independentes é um artifício que ignora o fato de que o modo, pelo qual o planejamento é realizado, exerce um efeito determinante sobre as possibilidades de implantação eventual das decisões. IV. A resistência à mudança não se restringe à introdução do planejamento estratégico. Ocorre sempre que uma mudança organizacional introduz um afastamento descontínuo do comportamento, da cultura e da estrutura de poder existentes. Está correto o que afirma em
- A)I, II, III e IV.
Errada, porque a assertiva I não é correta: a resistência ao planejamento não é apenas superficial e pode ter causas estruturais e políticas.
- B)II e III, apenas.
Errada, porque a alternativa deixa de fora a IV, que também está correta ao reconhecer a resistência em qualquer mudança organizacional descontínua.
- C)III e IV, apenas.
Errada, porque a I está incorreta e, além disso, a alternativa não reflete todo o conjunto verdadeiro apresentado no enunciado.
- D)I, III e IV, apenas.
Errada, porque inclui a I, que é falsa ao afirmar que a resistência ao planejamento seria um fenômeno superficial.
- E)II, III e IV, apenas.
Certa, porque II, III e IV estão corretas ao mostrar que implantação não é automática, que planejamento e execução são interdependentes e que mudanças organizacionais geram resistência.
Gabarito: E
Em gestão estratégica, planejamento e implantação não são duas caixinhas separadas e bonitinhas: na prática, uma influencia a outra o tempo todo. Quando a organização tenta mudar, surge resistência porque pessoas, rotinas, poder e cultura entram em cena - e isso pode atrasar, encarecer ou até travar a estratégia. Por isso, a doutrina de mudança organizacional ensina que a aceitação da estratégia depende também de como ela foi construída, comunicada e conduzida. A afirmação I está errada porque a resistência ao planejamento não é superficial; ela costuma ter lógica própria e não some só com ordem de cima. Já as afirmações II, III e IV estão corretas: a implantação não acontece automaticamente, o modo de planejar afeta a chance de execução e a resistência aparece sempre que a mudança rompe padrões consolidados da organização. Esse é exatamente o raciocínio cobrado em provas de administração estratégica.