Uma genérica e repetitiva rotina institucional que não desperta apelo, não condiz com a noção de estratégia e de combate, como a rotina de meses e meses de despachos burocráticos cotidianos; por isso, as instituições devem ter coragem de se comprometer com metas que estão fora do alcance. (TEIXEIRA, 2022, p. 8.) Considerando as informações anteriores, um dos maiores empecilhos para o planejamento estratégico, encontra-se em:
- A)Custo.
Custo não é o foco da descrição, pois o problema apontado é a rigidez da rotina institucional, e não a falta de dinheiro.
- B)Burocracia.
Correta, porque a repetição burocrática e o excesso de formalismos engessam a organização e atrapalham o planejamento estratégico.
- C)Autoritarismo.
Autoritarismo não é a ideia central do enunciado, já que ele fala de rotina burocrática e não de imposição de poder ou centralização extrema.
- D)Falta de recursos.
Falta de recursos pode dificultar planos, mas o texto destaca sobretudo o peso da rotina burocrática como obstáculo.
Gabarito: B
Planejamento estratégico não combina com empresa, órgão ou instituição que vive presa ao modo automático. Quando tudo vira despacho, carimbo, fila e rotina sem direção, a organização perde visão de futuro e passa a reagir apenas ao dia a dia. Em outras palavras, o problema não é trabalhar muito, e sim trabalhar sempre do mesmo jeito, sem energia para definir objetivos maiores e caminhos mais ousados. A ideia do enunciado é exatamente essa: a rotina genérica, repetitiva e burocrática engessa a instituição e enfraquece o pensamento estratégico. Planejar estrategicamente exige análise do ambiente, definição de metas desafiadoras, escolha de prioridades e capacidade de execução. Se a estrutura interna sufoca a iniciativa, a estratégia não sai do papel. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A burocracia é um dos maiores empecilhos ao planejamento estratégico porque tende a criar excesso de formalismo, lentidão decisória e apego a procedimentos, em vez de foco em resultados. Na prática, a instituição fica ocupada com o processo e esquece o propósito. Doutrinariamente, isso conversa com a crítica clássica à burocracia como organização rígida e pouco flexível, que pode até garantir ordem, mas frequentemente dificulta inovação e adaptação. Em concurso, sempre que o enunciado falar em rotina mecânica, excesso de formalidades e falta de dinamismo, desconfie fortemente de burocracia.