A medição de desempenho organizacional pode ser dividida em duas vertentes: a primeira, iniciada por volta de 1880 e aperfeiçoada na década de 1950, acompanhando o paradigma da produção em massa, é baseada em relatórios, cálculos financeiros e medições de ativos corpóreos. A segunda, a partir da década de 1990, passa a considerar os chamados ativos intangíveis. Considere os sistemas de medições de desempenho relacionados a seguir. I. BSC – Balanced Scorecard. II. ROI – Return on Investment. III. EVA – Economic Value Added. IV. PMM – Performance Measurement Matrix. V. SMART – Performance Pyramid. VI. Integrated Performance Measurement System. VII. Performance Prism. VIII. EBITDA – Earned Before income Tax and Depreciation Amortization. São sistemas de medições de desempenho da segunda vertente, o que se afirma apenas em
- A)II, III e VI.
Errada, porque ROI, III e VI não formam só a segunda vertente: ROI é indicador financeiro tradicional, embora o item VI seja moderno.
- B)II, III e VIII.
Errada, porque II e III são métricas financeiras clássicas, e o EBITDA também pertence à lógica contábil tradicional, não à visão intangível.
- C)I, III, IV e VII.
Errada, porque II é financeiro tradicional e não faz parte da segunda vertente, embora I, IV e VII sejam sistemas modernos.
- D)I, II, V, VI e VIII.
Errada, porque II e VIII são da vertente financeira tradicional, então o conjunto mistura duas lógicas diferentes.
- E)I, IV, V, VI e VII.
Certa, porque BSC, Performance Measurement Matrix, Performance Pyramid, Integrated Performance Measurement System e Performance Prism são sistemas alinhados à segunda vertente, com foco estratégico e em ativos intangíveis.
Gabarito: E
A questão trabalha a evolução dos sistemas de medição de desempenho. Na primeira vertente, mais antiga, o foco é financeiro: lucro, retorno, custos, ativos tangíveis e relatórios contábeis. É o mundo do "quanto entrou e quanto saiu", bem ao estilo planilha sem poesia. A partir dos anos 1990, surge a segunda vertente, que amplia a visão para além do dinheiro imediato. Aqui entram estratégia, processos internos, clientes, aprendizado, inovação e ativos intangíveis. Ou seja, não basta olhar só o caixa; é preciso enxergar o que faz a empresa sustentar desempenho no longo prazo. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O BSC (I) é um clássico modelo multidimensional, voltado à estratégia e aos intangíveis. A Performance Measurement Matrix (IV), a Performance Pyramid (V), o Integrated Performance Measurement System (VI) e o Performance Prism (VII) também pertencem a essa lógica mais moderna e integrada. Já ROI, EVA e EBITDA continuam presos à lógica financeira tradicional, então ficam na primeira vertente. Em resumo: se o sistema mede só retorno financeiro, ele tende à primeira vertente. Se combina finanças com estratégia, processos, clientes e capacidade futura, ele entra na segunda. É essa virada conceitual que a banca quer cobrar.