Assinale a opção em que é apresentada a prática de monitoramento contínuo de riscos que deve ser adotada por uma empresa multinacional, com operações em regiões politicamente instáveis, para a garantia da continuidade de seus negócios e a proteção de seus ativos em um ambiente constantemente mutável.
- A)utilização exclusiva de informações consolidadas anuais para a revisão da situação de risco, ignorando-se relatórios intermédios
Errada, porque usar apenas informações anuais ignora a necessidade de monitoramento contínuo em um ambiente de risco dinâmico.
- B)implementação de revisões bianuais de riscos com base em dados de períodos anteriores e de concorrentes que atuam no mesmo local
Errada, porque revisões bianuais ainda são espaçadas demais e não atendem à ideia de acompanhamento contínuo dos riscos.
- C)utilização de uma abordagem de gestão de risco baseada em inteligência artificial para o monitoramento contínuo de alertas geopolíticos e mudanças regulatórias
Certa, pois propõe monitoramento contínuo com apoio de IA para alertas geopolíticos e mudanças regulatórias, o que é adequado a contextos instáveis.
- D)priorização da estabilidade das operações, ainda que seja necessário evitar investimentos adicionais em regiões de risco
Errada, porque priorizar estabilidade evitando investimentos em áreas de risco não substitui o monitoramento contínuo nem resolve a gestão do risco.
- E)contratação de produção externa de relatórios de risco regionais, sem a criação de infraestrutura interna de monitoramento
Errada, porque terceirizar relatórios sem estrutura interna reduz a capacidade de monitoramento permanente e de resposta rápida.
Gabarito: C
A ideia central da questão é a gestão contínua de riscos em ambiente instável. Quando a empresa atua em regiões politicamente voláteis, não basta olhar o passado e esperar o próximo relatório anual cair na caixa de entrada. O risco muda rápido, e o monitoramento precisa acompanhar esse ritmo para proteger operações, pessoas e ativos. Em gestão estratégica, isso se conecta ao ciclo de gestão de riscos: identificar, avaliar, tratar e monitorar de forma permanente. Na prática, empresa forte não fica “reagindo depois do incêndio”; ela tenta perceber os sinais antes, com informações atualizadas e leitura constante do cenário externo. Por isso, o item correto é o que fala em uso de abordagem baseada em inteligência artificial para monitoramento contínuo de alertas geopolíticos e mudanças regulatórias. A IA, aqui, representa justamente a capacidade de varrer grandes volumes de dados em tempo real, detectar padrões e apoiar respostas rápidas, o que faz sentido para um contexto instável e mutável. As outras alternativas pecam por serem lentas, estáticas ou excessivamente dependentes de terceiros. Em matéria de risco, isso é quase um convite para tomar susto depois. A lógica esperada pela banca está alinhada com práticas contemporâneas de gestão de riscos e continuidade de negócios, que exigem acompanhamento permanente do ambiente externo.